Maternidade tem 30 leitos em situação crítica

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Publicada em 12/06/2012 às 21:50:00

Os problemas enfrentados pela Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, a única unidade pública que atende as gestantes de alto risco em Sergipe, voltaram à tona quando a Sociedade Sergipana de Pediatria e Sindicato dos Médicos denunciaram mais uma vez  a falta de estrutura do local.

A superlotação na unidade e a presença de uma bactéria resistente no local são as principais preocupações dos médicos, que já falam em demissão coletiva. O caso foi relatado durante audiência no Ministério Público.

A maternidade confirmou que um recém-nascido está com a bactéria Burchoderia Apacia. Segundo a direção da maternidade, há 30 leitos críticos e semicríticos extras, funcionando além da capacidade. Os médicos temem que, sem condições de trabalho necessárias, a maternidade venha a enfrentar a mesma situação que aconteceu há cinco anos na antiga Maternidade Hildete Falcão, quando 12 recém-nascidos morreram.

Grave - Conforme a presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Glória Tereza Lima, as informações passadas pela direção da Maternidade, na última sexta-feira, 8, ao Ministério Público, deixaram a categoria estarrecida, já que há um médico para quarenta crianças, enquanto que se determina um profissional para cada dez crianças. "O caso é grave", avaliou ela.

Glória Tereza levantou a questão da superlotação acima de 100% da capacidade e das proximidades do leito, aumentando assim o risco de infecções e de mortes. Ainda alerta a médica quanto à questão da falta de profissionais, pois há médicos celetistas e estatutários. "Os celetistas podem fazer hora extra. Mas existe um decreto governamental que proíbe os estatutários de fazer extra. Há sobrecarga não só dos médicos, mas de toda a equipe e o pior", denunciou ela.

Nota - Ontem, dia 11, a Secretaria de Estado da Saúde anunciou medidas para conter a superlotação na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. O secretário estadual Silvio Santos esteve na Maternidade onde se reuniu com a diretora Karline Rabelo no último sábado, dia 9.

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, informou que medidas as já começaram a ser adotadas. Quanto à existência de um surto, a diretora da maternidade esclarece que "não há surto, porém é preciso agir para conter a superlotação e desafogar a maternidade que deveria atender apenas casos de alto risco, mas hoje atende de 65 a 70% de gestantes de baixo e médio risco".