O governador e o pagodeiro

Rian Santos


  • Belivaldo recorreu à carteirada

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A informação é da Se
cretaria de Seguran
ça Pública: Um cantor de barzinho teve o show interrompido pela Polícia Militar, sob a alegação de perturbar o sossego da vizinhança. Todo errado, o sujeito ficou inconformado.
Ao ser enquadrado, o tal cantor teria reclamado o privilégio usufruído pelos políticos em campanha, há poucos meses. Entre um gole de cerveja e outro, Gustavo Trindade (eis o nome do bardo) lembrou das carreatas e aglomerações promovidas  por todos os candidatos durante o pleito eleitoral mais recente, realizado em plena pandemia. Ele teria se empolgado a ponto de soltar os cachorros em cima do todo poderoso Belivaldo Chagas.
A ocorrência tinha todos os contornos de um acontecimento reles, corriqueiro. Extraordinária foi a resposta do governo do estado. Ao invés de condenar o episódio ao devido esquecimento, lançou-se luz sobre as razões do pagodeiro revoltado. Por incrível que pareça, um inquérito foi aberto para apurar as ofensas proferidas pelo artista. A reação é desproporcional, digna de uma caricatura do poder totalitário.
Belivaldo Chagas poderia se poupar do vexame! Isso de processar quem seja por crime de opinião não é comportamento próprio de um democrata. Ao invés de calar detratores nos tribunais, o governador de Sergipe poderia apresentar um plano capaz de gerar empregos e renda, elaborar uma campanha de vacinação estadual, investir na fiscalização dos protocolos de segurança sanitária. Mas ao invés de responder com trabalho, recorreu à carteirada.
Tudo indica, Gustavo Trindade queria dar uma banana para o Coronavírus, irresponsável. Mas dois erros não fazem um acerto. A apatia da gestão Belivaldo Chagas é flagrante. Sem outro recurso, restou a força. A Rainha de Copas de Lewis Carrol também não deixaria barato.

Rian Santos

A informação é da Se cretaria de Seguran ça Pública: Um cantor de barzinho teve o show interrompido pela Polícia Militar, sob a alegação de perturbar o sossego da vizinhança. Todo errado, o sujeito ficou inconformado.
Ao ser enquadrado, o tal cantor teria reclamado o privilégio usufruído pelos políticos em campanha, há poucos meses. Entre um gole de cerveja e outro, Gustavo Trindade (eis o nome do bardo) lembrou das carreatas e aglomerações promovidas  por todos os candidatos durante o pleito eleitoral mais recente, realizado em plena pandemia. Ele teria se empolgado a ponto de soltar os cachorros em cima do todo poderoso Belivaldo Chagas.
A ocorrência tinha todos os contornos de um acontecimento reles, corriqueiro. Extraordinária foi a resposta do governo do estado. Ao invés de condenar o episódio ao devido esquecimento, lançou-se luz sobre as razões do pagodeiro revoltado. Por incrível que pareça, um inquérito foi aberto para apurar as ofensas proferidas pelo artista. A reação é desproporcional, digna de uma caricatura do poder totalitário.
Belivaldo Chagas poderia se poupar do vexame! Isso de processar quem seja por crime de opinião não é comportamento próprio de um democrata. Ao invés de calar detratores nos tribunais, o governador de Sergipe poderia apresentar um plano capaz de gerar empregos e renda, elaborar uma campanha de vacinação estadual, investir na fiscalização dos protocolos de segurança sanitária. Mas ao invés de responder com trabalho, recorreu à carteirada.
Tudo indica, Gustavo Trindade queria dar uma banana para o Coronavírus, irresponsável. Mas dois erros não fazem um acerto. A apatia da gestão Belivaldo Chagas é flagrante. Sem outro recurso, restou a força. A Rainha de Copas de Lewis Carrol também não deixaria barato.

 


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