O maior Power Trio do mundo

Rian Santos


  • Aqui, a zabumba repercute de sol a sol

 

Rian santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Misantropo, eu ainda 
não os surpreendi 
em carne e osso, tocando forró no meio da rua. Mas os trios pé de serra tomaram conta da cidade. Bancados pela Lei Aldir Blanc, dezenas de músicos contemplados em edital lançado pela Funcaju finalmente honram os versos de Rogério: Em Aracaju não falta mar, nem sorte. Aqui, a zabumba repercute de sol a sol.
Esta página reclama a presença de forrozeiros nas esquinas há anos. Por via de regra, no entanto, a turma do arrasta pé só dá o ar da graça durante os festejos juninos, nos palcos mais acanhados. E olhe lá! 
Sufocada pela lógica dos grandes eventos, a festa mais querida pelos sergipanos existe somente na memória dos mais velhos. Antes da pandemia ainda em curso inviabilizar a realização do Forró Caju, sanfona, triângulo e zabumba eram tratados com a condescendência devida às peças de museu. E, no entanto, uma vez reunidos, compõem o maior Power Trio do mundo!
Neste particular, o jornalista Luciano Correia, ora presidente da Funcaju, parece concordar comigo. Em breve depoimento informal, afirmou que botar os sanfoneiros no passeio público, a fim de naturalizar a experiência mais cara à Cultura do lugar, equivale a fazer a rua de palco. "Sem populismo".
Domingo, eu estive na Orla Pôr do Sol,em busca da paisagem. Extasiado com o horizonte aberto à vista, também não fiz caso dos tambores comunais de outras plagas reverberando a todo volume, tão comuns em nossas praias. Não tive a sorte de esbarrar em um senhorzinho puxando o fole com a malícia que só o acúmulo de tantos janeiros ensina. Agora, pelas razões já expostas, a santa trindade do forró de verdade vira e mexe faz a alegria de quem passa por lá.

Rian Santos

Misantropo, eu ainda  não os surpreendi  em carne e osso, tocando forró no meio da rua. Mas os trios pé de serra tomaram conta da cidade. Bancados pela Lei Aldir Blanc, dezenas de músicos contemplados em edital lançado pela Funcaju finalmente honram os versos de Rogério: Em Aracaju não falta mar, nem sorte. Aqui, a zabumba repercute de sol a sol.
Esta página reclama a presença de forrozeiros nas esquinas há anos. Por via de regra, no entanto, a turma do arrasta pé só dá o ar da graça durante os festejos juninos, nos palcos mais acanhados. E olhe lá! 
Sufocada pela lógica dos grandes eventos, a festa mais querida pelos sergipanos existe somente na memória dos mais velhos. Antes da pandemia ainda em curso inviabilizar a realização do Forró Caju, sanfona, triângulo e zabumba eram tratados com a condescendência devida às peças de museu. E, no entanto, uma vez reunidos, compõem o maior Power Trio do mundo!
Neste particular, o jornalista Luciano Correia, ora presidente da Funcaju, parece concordar comigo. Em breve depoimento informal, afirmou que botar os sanfoneiros no passeio público, a fim de naturalizar a experiência mais cara à Cultura do lugar, equivale a fazer a rua de palco. "Sem populismo".
Domingo, eu estive na Orla Pôr do Sol,em busca da paisagem. Extasiado com o horizonte aberto à vista, também não fiz caso dos tambores comunais de outras plagas reverberando a todo volume, tão comuns em nossas praias. Não tive a sorte de esbarrar em um senhorzinho puxando o fole com a malícia que só o acúmulo de tantos janeiros ensina. Agora, pelas razões já expostas, a santa trindade do forró de verdade vira e mexe faz a alegria de quem passa por lá.

 


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