Fotógrafo que atropelou motociclista vai responder por homicídio

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Publicada em 23/04/2013 às 15:54:00

O fotógrafo Marcos Paulo Santana Souza, 36 anos, está preso na 1ª Delegacia Metropolitana (Cj. Leite Neto) e vai responder a um processo por homicídio qualificado. Ele é acusado de atropelar, às 14h de sábado, dois motociclistas na esquina das avenidas Beira Mar e Francisco Porto, bairro 13 de Julho (zona sul), após uma discussão de trânsito. O vigilante Marcelo Santos Panice, 27, condutor de uma das motos, morreu horas depois no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), vítima de choque hemorrágico e ferimentos gravíssimos nos pulmões.

Marcelo estava acompanhado do funcionário público Fabiano Santos Andrade, que não se feriu. Ele conta que a discussão começou quando o carro do fotógrafo, um Honda Civic de placa IAF-6709/SE, fechou a passagem das duas motos no trecho em frente ao Parque da Sementeira. "Ele que vinha em zigue-zague na pista, como se estivesse alcoolizado. Deu uma 'tranca' em mim e no colega e quando chegou aqui no semáforo, buzinei e falei: 'Rapaz, como é que você faz isso com duas crianças aí dentro?'. Aí, ele deu o dedo pra gente e, quando o sinal abriu, ele veio atrás e botou o carro por cima do colega", contou Fabiano.
Marcos, que estava com os dois filhos pequenos no carro, foi detido por policiais militares após ser fechado por um motorista de ônibus que viu o acidente. Levado para a Delegacia Plantonista (Centro), ele chegou a fazer o teste do bafômetro, o qual acusou o índice de 0,23 miligramas de álcool por litro de sangue. Em depoimento, Marcos admitiu que bebeu cerveja em sua casa três horas antes do acidente, mas alegou que fez a manobra para se defender dos motociclistas, os quais teriam chutado a porta do carro e feito ameaças de agressão.

Segundo a polícia, o fotógrafo até responderia ao processo em liberdade, tendo apenas a carteira de habilitação apreendida e uma multa a ser paga. No entanto, o delegado plantonista entendeu que o condutor teve a intenção de matar ao jogar seu veículo em cima dos motociclistas, e decidiu autuá-lo em flagrante por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. Com a confirmação da morte de Marcelo, a acusação da polícia foi convertida para homicídio. O inquérito do caso foi repassado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, se condenado, Marcos Paulo pode ser condenado a até 30 anos de prisão. (Gabriel Damásio)

Justiça suspende CNH de "Ricardinho" por 1 ano
A juíza Olga Silva Barreto, da 5ª Vara Criminal de Aracaju, determinou ontem a suspensão, por um ano, da Carteira Nacional de Habilitação do empresário Ricardo Oliveira, o "Ricardinho", acusado de atropelar dois estudantes na Rua Niceu Dantas, Atalaia (zona sul), em 6 de janeiro deste ano. Na ocasião, uma das vítimas, Wendell Santos Mangabeira, 19 anos, sofreu várias fraturas pelo corpo após ser atingido pela Kia Sportage dirigida pelo acusado. Segundo a denúncia, Ricardo teria avançado com o carro sobre as vítimas com intenção de matar, o que enquadra o caso como tentativa de homicídio.
A suspensão do direito de dirigir foi pedida pelos promotores Deijaniro Jonas Filho e Rogério Ferreira da Silva, com base no Código de Trânsito Brasileiro. Eles argumentaram que Ricardo "é desmunido de equilíbrio psíquico para estar na direção de um veículo, até mesmo porque não hesita em colocar o carro em cima de pessoas inocentes, caso se sinta contrariado". Além de citar que o empresário dirigia embriagado e teria brigado com a namorada antes de dirigir, os promotores citaram um processo que tramitou em 2010 na Comarca de Laranjeiras, no qual o acusado "admite ser dependente químico, e que, por diversas vezes, teve que se internar para tratamento psiquiátrico em outra unidade da Federação"
"Em face desse contexto doloso, onde um automóvel fora utilizado por Ricardo Oliveira para a prática de delitos, e de uma atenta análise da conduta do Representado, percebe-se que este não tem a mínima condição psíquica para conduzir um veículo automotor, já que, como alternativa, utiliza-o como instrumento de crimes", diz a petição. A juíza aceitou o pedido e considerou a situação como "grave". "Entendo que é melhor restringir o direito individual de um cidadão, desde que seja em benefício do direito à integridade física e à vida dos demais cidadãos", escreveu a magistrada.
Foi dado um prazo de 48 horas para que a CNH de "Ricardinho" seja entregue em um cartório ou ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O empresário deve ser interrogado em 28 de junho, às 8h, no Fórum Gumercindo Bessa, quando haverá a audiência de instrução do processo.