Apocalipse e Genoma do Universo

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Publicada em 24/06/2012 às 14:23:00

O Livro da Revelação anuncia um novo Céu e uma nova Terra

* Paiva Netto

No dizer de Cícero (106-43 a.C.), as profecias são de interesse universal: "Não há povo, por mais requintado e culto que seja, que não acredite no dom que certas pessoas têm de prever o futuro".
Encontramo-nos, pois, diante de assunto constantemente em voga, apesar da indiferença de alguns.
Muita gente ainda pensa que o Apocalipse sinaliza o limite da vida planetária. Será?
O Gênesis mosaico, primeiro livro da Bíblia, relata cifradamente a criação do mundo. Quanto ao Cosmos, sob forma diversa talvez, teria sempre existido, mesmo antes do big bang, do ilustre George Gamow (1904-1968)? Ou, então, o que anteriormente havia? (Que tal se investigar a respeito do genoma do Universo?) Recorramos, agora, ao Livro da Revelação e poderemos concluir que não anuncia o fim; ao contrário, o texto termina com uma bênção: "A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós para todo o sempre. Amém" (Apocalipse, 22:21).
E mais: no capítulo 21, temos a nova Jerusalém, o novo Céu, a nova Terra, depois de uma metamorfose jamais vista, desencadeada pela Humanidade. Trata-se de colheita obrigatória de semeadura que foi livre.

Atos humanos e consequências
Quando digo que não devemos temer o Apocalipse, de modo algum ignoro que aquilo que homens e povos plantaram singularizará retornos benéficos ou trágicos para a sociedade. Um exemplo emblemático: o que andamos fazendo com a Natureza acarretará graves consequências, o que, aliás, já está ocorrendo... Só não vê quem não quer. Bem que a consciência ecológica se expande pelo mundo. E isso é bom. Não lancemos fogo em nossa morada coletiva nem a tornemos cortiço. (...) A destruição da Natureza é a extinção da Raça Humana.

* José de Paiva Netto é ornalista, radialista e escritor (paivanetto@lbv.org.br - www.boavontade.com)