Edital de Intercâmbio Cultural leva a Chegança e Lambe-Sujo à Espanha

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Publicada em 24/06/2012 às 14:28:00

Considerado mestre por seu entendimento no assunto, pelos anos de experiência, e por vir de família brincante, José Ronaldo de Menezes, o "Zé Rolinha", mestre da Chegança e dos Lambe - Sujos de Laranjeiras, foi recentemente à Espanha apresentar um pouco da cultura sergipana ao mundo através do projeto Edital de Intercâmbio e Difusão Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
Depois de receber três convites da Universidade de Alicante, Zé Rolinha enfim pôde aproveitar a oportunidade de enriquecer ainda mais seu repertório cultural através do edital. "É um trabalho extremamente viável e grandioso da Secult. É a oportunidade que os artistas sergipanos estavam precisando", comenta o mestre folclórico.
Uma das primeiras atividades das quais Zé Rolinha participou na Espanha foi a Festa dos Mouros e Cristãos, a qual assistiu na cidade de Alcoy. Segundo o mestre, a festa é grandiosa, uma verdadeira superprodução onde participam inclusive bandas musicais. O que chamou a atenção de Zé Rolinha, no entanto, foi o fato de que lá cada participante custeia seu figurino, além de passar por uma rigorosa seleção para que possam representar os papéis na festa.
 "Fiquei impressionado. O figurino é riquíssimo, e cada personagem custeia o seu. Os acessórios são muito reais, aqui nós não podemos usar o tipo de espadas que os europeus utilizam. Parecem de verdade, são espadas de espadachins, ou dos tempos antigos. É um verdadeiro espetáculo", se entusiasma ele.
Além de participar de festas como essa, Zé Rolinha pôde palestrar sobre as tradições folclóricas brasileiras. Outro ponto forte da viagem para o sergipano foi o contato com o pesquisador e historiador José Fernando Dominic. Segundo o mestre, o historiador, que é grande conhecedor da Festa dos Mouros e Cristãos, ficou muito interessado na cultura sergipana e foi um contato enriquecedor para o currículo cultural de Zé Rolinha.
Em sua primeira viagem para o exterior, Zé Rolinha contou com a ajuda de uma amiga experiente em viagens para fora do país, e da doutoranda do Rio de Janeiro, Bárbara Lito, que puderam auxiliá-lo em diversos momentos, principalmente na hora de se comunicar em outro idioma.
"Como os espanhóis falam muito rápido, tinham momentos que as meninas tinham que traduzir tudo pra mim, mas eu dei meu jeito, utilizei meu "portunhol" e no fim deu tudo certo", explica o mestre.