Sindesp critica posição do Sindivigilante

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Publicada em 11/05/2013 às 00:53:00

O Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Sergipe (Sindesp-SE) está presenciando um momento de muitos ataques e desordem por parte dos membros do Sindivigilante, com uma crise que se arrasta desde o ano de 2012, onde a diretoria do Sindicato em reunião interna destituiu o presidente Antônio Vieira, o vice-presidente Rosevaldo e o tesoureiro José Rollemberg. Neste meio tempo um grupo numeroso de vigilantes insatisfeitos com a gestão invadiu uma assembleia, expulsaram toda a diretoria e se apossaram do sindicato. Entre idas e vindas ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e MPT (Ministério Público do Trabalho), a situação foi parar na Justiça do Trabalho. Atualmente correm vários processos, onde os três grupos disputam a condução do destino dos vigilantes.

Segundo o presidente Marco Aurélio Pinheiro, o Sindesp tentou e continuará tentando negociar a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), mas espera que a justiça decida com quem ficará o comando do Sindivigilante. "Não podemos faltar com a verdade ou iludir a categoria com promessas inexistentes, a exemplo do adicional de periculosidade, que não será acumulado", afirma.

Ele afirma que o Sindesp trabalha com muita transparência e para acabar com as dúvidas todos podem consultar o site da SRT (Superintendência regional do Trabalho-SE) para que percebam que não existe reconhecimento no sistema que registra a Convenção Coletiva. Em função de toda essa problemática, nenhum acordo foi feito.
"Querem se preocupar com a categoria? Proponho convidar o líder maior dos vigilantes, o presidente da Federação Nacional dos Vigilantes, José Boaventura Santos, para buscarmos a solução através da CNTV (Confederação Nacional dos Vigilantes) fazermos a Convenção", afirma o presidente.
Hoje o Sindesp paga 15% de risco de vida, a lei recém alterada e ainda não regulamentada diz que o valor a ser pago é de 30%, mas se já houver algum pagamento específico (referente ao risco de vida), deve ser abatido. "É o que queremos fazer, além dos 15% que já pagamos, acrescentar mais 15%, chegando aos 30% determinados pela Lei 12.740", afirma Marco Aurélio.

O percentual de 30% já está sendo pago em 12 estados brasileiros e quando a lei for regulamentada já estarão adequados, mas a solicitação do Sindivigilante é de que sejam pagos os 15% e que adicione os 30%, totalizando 45%, onde o limite máximo permitido pela lei é de 30%. Demonstrando que a reivindicação deles não condiz com as determinações da lei.
"Estamos querendo negociar, diferente do que o Sindivigilante está declarando, só que não vamos estar acima das determinações da lei. No meu ponto de vista essa é uma forma que eles arrumaram de enganar a categoria," declara o presidente.