Professores pressionam governo por reajuste

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Publicada em 24/05/2013 às 10:56:00

Monique Oliveira
moniqueoliveira@jornaldodiase.com.br

Professores da rede estadual de ensino realizaram esta semana o segundo ato da agenda de luta da categoria. Desta vez, a manifestação aconteceu na porta da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), onde os educadores tentaram um diálogo com o secretário em exercício, Oliveira Júnior, mas o gestor não se encontrava no prédio.
De acordo com o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), professor Roberto Silva, o sindicato vai apresentar no Ministério Público Estadual (MPE), algumas irregularidades da folha de pagamento. "Nós identificamos uma série de irregularidades na folha de pagamento e vamos apresentar no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Há distorções de valores que em alguns meses chega a até R$ 33 milhões, muito destoante, demonstrando indícios fortes de produção de relatórios para inviabilizar a negociação salarial de servidores. Vamos solicitar aos órgãos que fiscalizem, investiguem e tomem providências com relação a esses dados", frisou o educador.
Ele esclareceu que a categoria reivindicou uma audiência com o secretário da Fazenda para discutir as propostas para o reajuste salarial, mas sem sucesso. "Ontem, nós tivemos uma reunião com o secretário de Educação, Belivaldo Chagas, e ele mais uma vez reafirmou que não tem poder para negociar nada do Piso do Magistério, contrariando o que disse o governador Marcelo Déda (PT) na imprensa, de que a gente só quer conversar com ele, mas poderíamos conversar com o secretário de Educação", ressaltou o representante do Sintese.
Na Sefaz, eles deixaram contato com a secretária para que Oliveira Júnior possa agendar uma reunião.
A categoria se reuniu em assembleia geral no auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe para discutir novos encaminhamentos de luta com a possibilidade de deflagração de greve.