Dois homens mortos a tiros no Japãozinho: suspeita de tráfico

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Publicada em 24/05/2013 às 10:57:00

Dois homens não identificados foram encontrados mortos na manhã de ontem, próximo a um viveiro de peixes no Loteamento Ponta da Asa, bairro Japãozinho (zona norte de Aracaju). As vítimas aparentavam ter entre 25 e 30 anos e não portavam documentos. Segundo a polícia, ambos foram assassinados a tiros por volta da 1h, quando vários tiros foram ouvidos pelos moradores da área. No entanto, o crime só foi confirmado ao clarear do dia, quando o primeiro corpo foi encontrado. O segundo cadáver foi achado logo após a chegada da polícia, a menos de 100 metros de distância do primeiro.

Nos dois corpos, havia marcas de tiros na cabeça e no peito, o que conferia ao crime uma suspeita de execução. Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local e apontaram que o primeiro homem teria sido baleado ainda em pé, enquanto o segundo teria se ajoelhado por ordem dos assassinos, antes de morrer. Os agentes também encontraram outras pistas no local do crime, como vestígios de drogas, um capacete amarelo que fora jogado no tanque do viveiro e uma moto Honda Titan com placa MVA-1703/AL que foi abandonada na Rua Eduardo Bomfim, próxima ao viveiro, e cuja procedência ainda é investigada.

O viveiro onde os corpos foram achados é deserto e fica em uma área considerada perigosa. Os policiais militares que atenderam à ocorrência encontraram dificuldades com os moradores da região, os quais, por medo de represálias, deram apenas informações mais genéricas sobre o que aconteceu. "Foi relatado para nos apenas que ouviram disparos durante a madrugada, e que os indivíduos não são conhecidos na comunidade. Mas existe a chamada 'lei do silêncio'", lamenta o sargento Amauri, do 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM).

A polícia desconfia que tal medo está relacionado à possível existência de um movimentado ponta de venda de drogas, com trânsito livre de traficantes e viciados. "Tudo indica que e pode ter sido um acerto de contas", suspeita o sargento. Até a noite de ontem, os corpos não haviam sido identificados pelo Instituto Médico Legal (IML). O caso está sendo apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP).