Jackson Barreto sugere a Dilma o vale-transporte social

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Publicada em 26/06/2013 às 15:23:00

A criação do vale-transporte social foi sugerida pelo governador em exercício Jackson Barreto como parte da solução dos problemas de mobilidade urbana no país. A proposta foi feita à presidenta Dilma Rousseff, governadores e prefeitos de capitais reunidos na segunda, 24, em Brasília.
"Dentro dessa proposta de transporte público de qualidade e mais barato, eu fiz esta sugestão à presidenta. O objetivo é utilizar o cadastro único do Bolsa Família, que já mostra quem vive em extrema pobreza, para que essas pessoas tenham o direito de se locomover, de procurar um emprego, de procurar um lazer, uma assistência médica, um trabalho, uma escola", detalhou o governador.

Após a reunião, ele debateu a proposta pessoalmente com a presidenta, ainda no Palácio do Planalto. Como resposta, além do elogio de colegas, como Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, Dilma Rousseff incluiu a sugestão para debate do grupo de trabalho criado para sugerir melhorias no transporte público. "Este vale-transporte foi uma luta imensa nossa na Câmara dos Deputados", lembrou.
Como presidente da Frente Parlamentar de Transporte Público, o então deputado federal Jackson Barreto liderou um debate nacional para melhorar o transporte público no Brasil. Antes disso, como prefeito de Aracaju, ele criou o primeiro sistema integrado de ônibus da capital sergipana, que beneficiou todos os aracajuanos, além de moradores da região metropolitana.

De acordo com o governador, esta iniciativa é importante diante das manifestações populares que acontecem em todo o país. "As ruas estão falando, e nós precisamos ouvir e acatar. A providencial iniciativa da presidenta deixou uma coisa muito clara: o Governo está preocupado, a Presidente está preocupada, e como democrata, uma mulher que quase deu a sua vida para a construção da democracia, ela sabe que precisa de forma urgente tomar algumas providências em questões que mexem com a vida das pessoas".
"Enfim, as ruas precisam de uma resposta de todos nós, governantes. Este movimento questiona o comportamento dos políticos como um todo", prosseguiu, e não de partidos isoladamente. Para o governador, igualmente importante, diante do "clima de insatisfação sobre os mais diversos temas", é saber que a responsabilidade é todos.
"Esta não é uma questão apenas do Executivo, envolve todos os poderes do nosso país. Precisamos ouvir as ruas. E precisamos todos, porque todos somos responsáveis pelas soluções". Nesta hora, "a presidenta demonstra não apenas seu espírito democrático, mas acima de tudo ela está ouvindo as ruas. O governo precisa se afinar com estes questionamentos, dando exemplo de cidadania".

Educação e saúde - Na reunião, a mandatária propôs aos governadores e prefeitos cinco pactos nas áreas de saúde, transporte público, educação, reforma política e responsabilidade fiscal. "Nós precisamos construir hospitais, clínicas de saúde, mas, ao mesmo tempo, ter recursos para o custeio, para a manutenção", relatou o governador.
A ausência de médicos no interior do país também foi unanimidade entre os governadores. Outro tema prioritário foi o custeio da educação, "não apenas para fazer boas escolas, mas para termos escolas de qualidade, bem como uma preocupação com a questão do piso do magistério".