Falta de sensibilidade

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Publicada em 28/06/2013 às 11:30:00

Os servidores do Detran estão em greve há quatro semanas. Eles reivindicam melhores condições de trabalho e uma remuneração mais justa que os míseros R$ 687 que recebem atualmente. A greve diminui a arrecadação do Estado significativamente, já que o órgão arrecada milhões, e ainda prejudica o serviço que é oferecido à população. Mesmo assim, o Governo do Estado ainda não apresentou nenhuma proposta, tão pouco procurou ouvir os representantes da categoria.

Insensível aos problemas que os servidores enfrentam, o Governo apenas se manifesta com a mesma justificativa de sempre: a atual situação financeira do Estado. Será justificativa mesmo ou apenas mais uma desculpa para maquiar a falta de compromisso com os servidores? Em nota de repúdio divulgada à imprensa, o Sindicato da categoria questiona a atitude do Governo, que "submete os cidadãos e as contas governamentais à condição tão problemática só para dar uma lição de moral, de tirania esclarecida, em servidores cujo único "erro" foi ter erguido a voz por melhores salários e condições de trabalho".

O Sindicato - e acho que toda a sociedade consciente - também não entende porque o governo estadual faz tanta diferença com os servidores do Detran, uma vez o governador em exercício, Jackson Barreto, já se prontificou a receber representantes do Sindifisco, que também estão em greve, mesmo ainda continuando fechado a qualquer negociação com o Detran. Porque sinalizar para uns e não para todos? Seja qual for o motivo, o certo é que todas as categorias têm o direito de buscar seus anseios - fazendo greve se for preciso - e de serem atendidas pela gestão maior.

Não dar ouvido aos funcionários só gera mais indignação, mais desconforto, mais falta de credibilidade na atuação do Governo. Os servidores do Detran, em especial os do Interior do Estado, já precisam conviver diariamente com a falta de estrutura no trabalho, sendo locados em prédios velhos, sucateados, sem qualidade alguma para a realização do serviço. É justo que eles briguem por melhorias, afinal, estudaram e estão atuando neste órgão devido à capacidade que tiveram. Com um pouco mais de organização, transparência e boa vontade, daria para resolver o problema do Detran sem maiores prejuízos para ambos os lados.

Votação I
O senador Eduardo Amorim foi favorável nas principais votações que ocorreram no Plenário do Senado na quarta-feira (26). Os senadores aprovaram o projeto de lei que institui novas regras para o rateio do Fundo de Participações (FPE). Como o FPE é formado por 21,5% da receita do imposto de renda (IR) e do imposto sobre produtos industrializados (IPI), os deputados inseriram no projeto um dispositivo impedindo que desonerações relativas a esses tributos, concedidas pelo governo federal para estimular determinados setores, reduzam os repasses aos estados.

Votação II
Foi aprovado, também, em votação simbólica, o projeto que inclui a corrupção ativa e passiva no rol de crimes hediondos. A proposta faz parte da agenda legislativa elaborada para atender o que os senadores chamaram de "clamor das ruas", em referência às manifestações realizadas no país desde o início do mês. "Temos a oportunidade de construir uma sociedade mais justa e solidária", afirmou Eduardo Amorim.

Investigação
O Ministério Público Estadual (MPE) está investigando o possível superfaturamento na contratação de bandas para o São João de Estância. Depois de comparar os valores dos cachês que foram pagos as mesmas bandas pela Prefeitura de Estância e de Itabaiana, e constatar a grande diferença entre os dois municípios - Estância pagou muito mais caro -, foi a vez de comparar também com a Prefeitura de Capela. Os valores também são exorbitantemente mais caros em Estância. Por exemplo, a banda Aviões do Forró recebeu de lá a quantia de R$ 271, 500 mil, enquanto em Capelo foi pago R$ 220 mil. Neste caso, a justificativa dos shows terem sido mais caros em Estância que em Itabaiana por causa dos dias da semana não vai colar. Vai ser investigação certa.