Livro mostra evolução urbanística de Aracaju

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Publicada em 26/06/2012 às 15:44:00

O memorialista, economista e fotógrafo José Expedito Souza, lança as 18h30 do próximo dia 4, na Sociedade Semear, o álbum Memórias de Aracaju, composto por fotos, datadas de 1970 até os dias atuais, e um dos textos do imortal Luiz Antônio Barreto. O álbum retrata a singela Aracaju há 40 anos atrás, mostrando sua evolução urbana e arquitetônica, através de avenidas e ruas, bodegas, residências e outros negócios, que sofreram modificações ou foram destruídos em decorrência do crescimento populacional que ocorreu em Aracaju nas últimas décadas.
No olhar poético e saudosista do memorialista destacam-se no álbum 340 imagens, minuciosamente selecionadas, as quais revelam os aspectos vividos e às vezes esquecidos em algum lugar da memória dos que passaram ou moraram nos lugares revelados na publicação. Para Expedito Souza, dos caminhos que percorreu desde o município de Riachão do Dantas até hoje, foram várias as marcas impressas em sua memória. Aquelas em que pôde reter através da fotografia, registraram casas, ruas e logradouros, que estão sendo sistemática e continuamente destruídos em Aracaju.
"O álbum Memórias de Aracaju ativa a minha memória afetiva, trazendo de volta as imagens das areias brancas e finas das dunas que adornam a cidade, dos bondes, das marinetes, as palmeiras centenárias da antiga Rua de Simão Dias, o jogo de bola na Praça da Bandeira e na Baixa Fria, que adentram através da minha retina de menino curioso, vindo do interior, e que dormitam no meu cérebro, retornam mais amiúde a cada dia e estão a povoar cada vez mais as minhas lembranças", disse contemplativo o autor.
Ao refletir sobre a produção do álbum - projeto pessoal que se estende há quase 40 anos, Expedito diz que uma das funções da fotografia é registrar a singularidade das identidades sociais e repassá-las às gerações futuras, pois uma simples foto tem o poder de imortalizar uma época e contar para as gerações futuras a sua importância, atestando, inevitavelmente, que a memória e a fotografia estão interligadas de forma única.
O leitor encontrará no álbum Memórias de Aracaju não somente as informações para o levantamento da arquitetura urbana, mas, um pouco do cotidiano, às vezes pitoresco da comunidade com seus personagens e recantos, como as bodegas e seus donos: uns chamados Josés outros Manuéis e Marias.  Nomes e esquinas que fazem parte desta cidade, e que agora estão eternizados através das lentes imagéticas do fotógrafo Expedito Souza.