CCBB exibe em São Paulo obras do cineasta Jacques Rivette

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Publicada em 16/07/2013 às 14:58:00

O primeiro artigo do francês Jacques Rivette como crítico de cinema, intitulado Já Não Somos Inocentes, foi publicado em 1950, na revista Cahiers du Cinéma (Cadernos do Cinema). O manifesto refletia sobre a linguagem e a criação cinematográficas e o fim da inocência do telespectador diante da tela, principalmente após a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), quando já se sabia que uma imagem no cinema poderia servir, por exemplo, como forma de propaganda política.

Para discutir o fim da inocência no cinema, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta, até o dia 21 deste mês, mostra dedicada ao cineasta, com a exibição de 26 longas e curtas-metragens dele e de seus amigos diretores Jean-Luc Godard, François Truffaut, Claude Chabrol e Eric Rohmer. Os ingressos custam R$ 2 e R$ 4.
"O título [Já Não Somos Inocentes] diz muito também sobre a concepção moderna do cinema, se formos considerar o cinema moderno como o que vem no pós-guerra. Muitos, como Godard, dizem que o cinema não mostrou os campos de concentração na 2ª Guerra, mas foi usado como propaganda de Estado, como artifício ou enganação. Não é mais possível, depois disso, pelo modo como a imagem foi usada politicamente, ser inocente perante essa imagem", disse um dos curadores da mostra, Francis Vogner dos Reis, em entrevista àAgência Brasil. A mostra também tem curadoria de Luiz Carlos Oliveira Jr.