"PT atropela até Jackson Barreto"!

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Marcos Aurélio,  dirigente do PPS
Marcos Aurélio, dirigente do PPS

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Publicada em 16/07/2013 às 15:03:00

O jornalista e dirigente do PPS publicou ontem um comentário à imprensa sobre um manifesto assinado pelo Partido dos Trabalhadores, no qual enaltece as suas conquistas durante o período que administrou Aracaju. Na opinião do socialista, com o documento, a sigla demonstra o quanto o Partido é ingrato com aqueles que contribuíram para a sua chegada ao Poder. "Quem lê o documento e não conhece a história política de Sergipe, termina a leitura com a clara visão que a nossa capital era administrada antes por um modelo carcomido, perdulário e sem se importar com as pessoas", ressalta Marcos Aurélio.
"Não dá pra gente ler os caras dizerem que a eleição de Marcelo Déda a prefeito em 2000 significou uma profunda mudança na lógica das políticas públicas do município e uma ruptura com o passado e ficar calado", completa. O dirigente questiona ainda se de nada valeu a contribuição que deram Jackson Barreto e João Augusto Gama, aliados e importantes na trajetória que levou o PT ao Poder em Sergipe.

Finalizando, Marcos Aurélio revela que é por essas e por outras atitudes que o PT sofre muita resistência. "Eles sempre se acharam os mais puros, mais honestos, únicos que são capazes de mudar o Brasil e até conseguiram enganar o brasileiro, que levou o partido ao governo federal". E conclui com uma constatação: "Pena que na prática, o discurso ficou do lado de fora do poder. Mostraram-se corruptos, via mensalão e não souberam administrar o país. Hoje, após 10 anos do PT, o que vemos é um país completamente desestruturado e sem rumo. Até a Petrobras, o PT conseguiu quebrar. Uma vergonha", conclui o dirigente do PPS.

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O manifesto da Articulação Unidade na Luta do PT também faz duras críticas ao prefeito João Alves Filho (DEM) e conclama todos os filiados para fortalecerem o papel de oposição do partido. "Dirigentes e militância terão o desafio de, mais de uma década depois, se tornar a referência da oposição e de enfrentamento em Aracaju a uma direita que na gestão titubeia, numa demonstração clara de que se elegeu sem projeto e na política se fragmenta e se move de acordo com os interesses privados do clientelismo e do patrimonialismo, e, especialmente, dos interesses do clã do prefeito João Alves e seus agregados."

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Para os petistas, "o papel de oposição e de enfrentamento ao governo do prefeito João Alves Filho e dos seus aliados, exigirá unidade partidária e constante mobilização da militância ao mesmo tempo em que devemos ampliar e consolidar o diálogo com as forças políticas que representem a polarização dos projetos distintos". Com o manifesto fica mais do que claro que o PT não aceitará, sob qualquer hipótese, uma aliança política com o demista visando a eleição de Jackson Barreto (PMDB) ao governo em 2014. Resta saber como o peemedebista irá administrar essa situação.

ESTRATÉGIA?
O vereador Betinho, presidente do PMDB de Nossa Senhora do Socorro, falou ao programa de rádio apresentado por George Magalhães ontem (15), pela manhã, na Mega FM. Durante a entrevista, o parlamentar disse que a maioria das obras levadas pelo Governo do Estado ao município foram a partir do vice-governador Jackson Barreto, que é do mesmo partido dele. Estranhamente, em nenhum momento foi citado o governador Marcelo Déda, parceiro político dos outros dois. Na verdade, a impressão era de que o governador não existia. Será que essa é mais uma estratégia de campanha?