Procurador admite que resposta da justiça é lenta

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Publicada em 25/07/2013 às 15:56:00

Em entrevista a uma emissora de TV, o procurador do Trabalho, Ricardo Carneiro, informou que a justiça não tem como dar resposta a sociedade na mesma velocidade que os fatos acontecem. "O Ministério Público ajuíza as ações, essas ações são processadas na Justiça do Trabalho dentro da velocidade possível", explicou.

Ele também disse que as empresas vinham sendo reiteradamente condenadas. "Em relação às novas irregularidades, na última segunda-feira, 22, o Ministério Público do Trabalho deu entrada em nova ação na Justiça do Trabalho já pedindo a desconsideração da pessoa jurídica, para que os sócios dessas empresas possam vir a ser responsabilizados", avisou.

Terminal - Por volta das 8h30, os manifestantes se dirigiram ao terminal de integração do mercado central, no centro de Aracaju. Lá, tiveram apoio da população. A faxineira Ângela Oliveira da Silva estava atrasada para o trabalho por conta do atraso dos ônibus, mas deixou seu apoio aos manifestantes. "Ficar sem receber salário não é justo, então acho válido o ato deles". Alguns manifestantes deitaram no meio da rua e a Polícia Militar ameaçou prender as pessoas.

O comandante do policiamento da capital, coronel Jackson Nascimento disse que a polícia militar entendia o problema, mas preveniu: "no momento em que a manifestação estiver coibindo o direito de ir e vir das pessoas, esses manifestantes ou parte deles forem flagrados pela justiça de forma técnica, vamos efetuar a prisão".
O mecânico Jorgival Santana reclamou da postura policial. "A policia infelizmente não deixa a gente se manifestar nem de forma pacífica, nem de forma não pacífica".