A vida atropela a gente

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Os primeiros esforços de um poeta
Os primeiros esforços de um poeta

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Publicada em 27/06/2012 às 11:48:00

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

De uma hora pra outra, as pessoas começaram a morrer. Sem constrangimento, sem um pingo de apego. Quem morre não sente saudade.
Não cheguei a conhecer Ivilmar. Há poucos dias, no entanto, o poeta fez a gentileza de me presentear com a coleção de seus primeiros esforços. Entre uma coisa e outra, perseguido pelos ponteiros do relógio, acabei protelando a redação das impressões que justificariam a aproximação. Ninguém imaginava que a fome implacável do mundo o arrastaria tão cedo para o buraco.
A vida atropela a gente. Sob sete palmos de terra, o julgamento dos homens não importa a ninguém. O trabalho de Ivilmar à frente do grupo teatral Cobras e Lagartos, no qual atuava como diretor, ator e dramaturgo, responde pelos 29 anos concedidos a um dos agentes mais dedicados da cultura sergipana. Meu latim é supérfluo. O brinquedo vai permanecer guardado na caixa.