Servidores do Detran farão nova greve

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Publicada em 01/08/2013 às 03:12:00

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran/SE) paralisam as atividades em todos os postos de atendimento da capital e do interior sergipano hoje, dia 1º de agosto. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Detran de Sergipe (Sindetran/SE), Thiago Bomfim, a expectativa é que 90% dos trabalhadores parem suas atividades.

Thiago diz que os servidores estão insatisfeitos com o silêncio do Governo do Estado. Ele ainda disse que no dia 5 de julho deveria ter sido encaminhada uma contraproposta aos trabalhadores, porém isso não aconteceu. "Aconteceram três reuniões no mês de junho e o governo ainda não se posicionou quanto às nossas reivindicações. Mesmo já tendo protocolado várias solicitações de reunião com o governador em exercício Jackson Barreto, não houve retorno e nada foi proposto", reclamou ele.

As reivindicações dos trabalhadores continuam sendo aumento salarial, já que o piso salarial da categoria (R$ 622) é, de acordo com o sindicalista, menor que o salário mínimo. A média nacional é R$ 1.200. "Pedimos ainda melhor estrutura de atendimento para a população e para o servidor trabalhar de forma adequada, além de um bom sistema de informática, pois o Detran gasta milhões com uma empresa privada, mas o sistema vive fora do ar", denunciou Thiago. Eles ainda aguardam a convocação dos excedentes, a capacitação profissional da categoria, o fim da contratação irregular de estagiários e a extinção do pagamento ilegal de diárias.

Sindijus - Os servidores do Tribunal de Justiça pararam as atividades ontem, dia 31 de julho. A concentração dos servidores aconteceu no Fórum Gumercindo Bessa.
Segundo o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe, dos 2.500 servidores cerca de 70% dos trabalhadores aderiram à paralisação de 24h. A categoria reclama dos altos salários dos cargos em comissão. Segundo o sindicato, várias pessoas estão no Tribunal de Justiça sem ter prestado concurso público e com salários que chegam a R$ 15 mil, enquanto um servidor concursado recebe em média R$ 3.800.

Outra reivindicação é a equiparação do valor pago do auxílio alimentação. Os magistrados recebem R$ 710, já os servidores R$ 187. A assessoria de comunicação do TJ disse que os servidores que pararam ontem não serão abonados.  
"Estamos lutando por justiça, pelo direito à igualdade. Já tentamos por diversas vezes o diálogo, mas até agora não conseguimos nenhum avanço, por isso paralisamos as atividades, a fim de mostrar que a categoria não aceita qualquer tipo de diferenciação no judiciário sergipano", disse o presidente do Sindijus, Plinio Pugliesi.