Seminário orienta gestores municipais quanto a implantação do Sisbi

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Sistema abre o leque de oportunidades para os produtores da agricultura familiar
Sistema abre o leque de oportunidades para os produtores da agricultura familiar

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Publicada em 09/08/2013 às 02:29:00

Prefeitos dos municípios sergipanos participaram ontem, no auditório da Embrapa, da etapa Sergipe dos Seminários Nacionais com técnicos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Confederação Nacional de Municípios (CNM) e Universidade Federal de Pelotas/Fundação Delfin Mendes da Silveira.

O objetivo do evento foi dar suporte e orientação para os gestores no sentido de ampliar o acesso dos municípios aos instrumentos e programas disponíveis para viabilizar uma maior participação da Agroindústria Familiar, tanto nos mercados de comercialização institucionais quanto nos privados. O seminário contou com o apoio da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames).

O principal programa trabalhado no seminário foi o Sistema de Inspeção Sanitária de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA/Suasa) que, segundo explica o chefe de Inspeção Federal da Bahia e gestor do Sisbi, Altair Santana de Oliveira, fiscaliza as produções de forma unificada, permitindo que as pequenas e microempresas comercializem seus produtos além fronteiras municipais, estaduais e até nacionais.
"No sistema antigo, havia um serviço de inspeção para o município, um para o Estado e outro para o país, e o estabelecimento só poderia comercializar dentro da sua área. Com esse novo modelo, se permite trabalhar de forma unificada e com um leque maior de oportunidades", esclarece Altair. De acordo com ele, no município ou Estado que adere ao Sisbi, os estabelecimentos credenciados têm um poder maior de crescimento.
"Por exemplo. Em uma cidade com 20 mil habitantes, as chances de comercialização seria de 20 mil habitantes. Quando você tem a chance de vender para o país inteiro, os possíveis consumidores passam para 200 milhões. É uma diferença absurda", detalha. Para Altair, esse sistema demonstra que o poder público está se organizando para estimular o surgimento de empresas ligadas a agricultura familiar, pois o produtor vai gostar de agregar valor ao seu produto.

Gerar desenvolvimento - O técnico institucional da CNM destacou a importância do sistema como uma forma de gerar desenvolvimento e renda. "Muitas vezes os prefeitos reclamam da queda do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e das dificuldades de administrar. Com o Sisbi, é possível incrementar toda uma cadeia produtiva, empregando mão-de-obra local, gerando impostos e renda. Por isso a CNM apoia essa iniciativa e irá realizar 32 seminários como este em todo o país", enfatiza Zinczuk, informando que o de Sergipe é o 14º encontro.

Por aqui o momento é de preparação, como informa a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Salete Dezes. "Vamos começar as capacitações dos nossos técnicos, pois o Estado precisa de uma estrutura, tanto de pessoal quanto de equipamentos, para implantar o Sisbi de forma correta", coloca. No Brasil, os estados da Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Santa Catarina já aderiram ao sistema.