Joan Crawford

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TEMPERAMENTAL E CARISMÁTICA, JOAN CRAWFORD FOI UMA DAS MAIORES DIVAS DO CINEMA
TEMPERAMENTAL E CARISMÁTICA, JOAN CRAWFORD FOI UMA DAS MAIORES DIVAS DO CINEMA

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Publicada em 20/08/2013 às 03:06:00

Joan Crawford, uma das mais famosas atrizes do cinema, iniciou sua carreira no cinema mudo e manteve o seu prestígio até quando abandonou suas atividades cinematográficas ao herdar a indústria da Pepsi-Cola.
A vida amorosa da atriz foi das mais intensas, tendo casado pela primeira vez em 1929, com o então famoso ator Douglas Fairbanks Jr. Divorciou-se em 1933 e, três anos depois, casava-se com o também muito célebre ator, Franchot Tone, seu  galã de vários filmes. Em 1942, casou-se pela terceira vez com Philip Terry, um ator medíocre e bem mais novo do que ela. Em 1955, surpreendeu a todos, casando-se com o milionário Alfred N. Steele, presidente e acionista majoritário da Pepsi-Cola, ficando viúva alguns anos depois e passando a presidente da companhia de refrigerante. Vem ao Brasil representando a sua empresa, ocasião em que já não ostentava a decantada beleza da juventude.

Era considerada uma das personalidades mais fortes de Hollywood e, geralmente entrava em conflito com seus galãs e diretores, quando achava que estavam tentando dar aos outros as melhores oportunidades.
"Coragem e otimismo" era o seu lema, assim como o de seu país. Na teoria e na prática. No atestado de nascimento recebeu o nome de Lucille Le Sueur. Sua história não se faz por milagres e, de fato, resultou de muita ralação, tenacidade, coragem e otimismo - como sua sigla. Personificou a heroína de um verdadeiro conto-de-fadas:Era uma vez uma menina que era infeliz no colégio porque seus colegas tentavam ridicularizá-la por causa de seus vestidos apertados e resolveu partir para uma vingança. Escondia seu salário de vendedora no guarda-roupa e se impôs a deliberação de se tornar bailarina. Exercitava-se longamente diante do espelho, participou de concurso de dança e engajou-se em uma pequena companhia em que não tardou a se tornar uma grande vedete. Foi numa dessas que um "descobridor" de talentos da Metro pôs os olhos nela. Quarenta e oito horas depois, ela assinava contrato - o primeiro, no cinema. Salário semanal: 45 dólares. Isso, em 1925, era uma boa grana, pois o dólar tinha, já àquela época, muita saúde...

Tinha Joan Crawford, então, apenas 16 anos. Era uma linda ninfeta de levar à loucura os pedófilos de plantão. Quinze anos mais tarde já havia protagonizado 66 filmes, tinha se divorciado duas vezes e já conseguira realizar um percurso sem mancha, na selva hollywoodiana. E havia se tornado The Queen, La Reina, La Regina, a rainha nos quatro cantos do mundo a que chegava o cinema ocidental.

Entre os filmes mais famosos de Joan Crawford, invariavelmente são lembrados:"Um Rosto de Mulher" (onde, injustamente, não ganhou o Oscar de melhor atriz), "Vivamos Hoje", com Cary Cooper; vários filmes com Clark Clabe, Robert Taylor, Franchot Tone e todos os grandes astros da Metro.
Em "As Mulheres", fez a vilã no único filme até hoje, só com atrizes. Ganhou o Oscar de melhor atriz por "Almas em Suplício", em 1945. Era a mãe dedicada de uma adolescente marginal.
Fez ainda outros grandes filmes, como "O que teria acontecido com Baby Jane", ao lado de Bette Davis, "Johnny Guitar", etc... etc...

O seu último desempenho no cinema foi em "A Quadrilha do Caratê", um  filme classe C, que fez sem necessidade, porque já era milionária.
Joan Crawford morreu em 10 de maio de 1977, vitíma de ataque cardíaco. Tinha 69, apenas, e participou de 82 filmes.
(Resumo do capítulo 23 do meu livro inédito "101 ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")