Reajuste deve ser votado hoje na AL

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O reajuste dos professores continua sendo discutido entre os deputados
O reajuste dos professores continua sendo discutido entre os deputados

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Publicada em 28/06/2012 às 02:33:00

Chico Freire
chicofreire@jornaldodiase.com.br

Ficou para hoje, última dia de sessão legislativa antes do recesso parlamentar, a votação do projeto de revisão salarial dos professores da rede estadual. A pauta de votação desta quinta-feira foi confirmada pela presidente da Casa, deputada Angélica Guimarães (PSC).
Na sessão de ontem, a deputada Ana Lúcia (PT) cobrou a imediata composição da comissão de negociação pluripartidária sugerida pelo colega  Garibalde Mendonça (PMDB), para uma primeira conversa com o governador Marcelo Déda (PT), antes da sua viagem para o exterior, prevista para esta sexta-feira.
"Esperamos que esta comissão seja para valer, tenha um calendário de trabalho e de diálogo com o Poder Executivo e de mediação com o sindicato, para que ela possa levar e discutir as propostas da categoria com o governo. É assim que tem que funcionar uma comissão de negociação", ressaltou Ana Lúcia.

Carreira - Ela também destacou as três emendas de sua autoria que buscam a recomposição do Plano de Carreira do Magistério de acordo com o artigo 206 da Constituição Federal.
"Apresentamos estas três emendas e esperamos votá-las nesta quinta-feira, para corrigir o equívoco que esta Casa cometeu quanto ao nosso Plano de Carreira, e que tem gerado esse conflito entre o magistério, o governo estadual e o parlamento", esclarece.
Ana Lucia destacou mais uma vez que a carreira do magistério é única e precisa ser valorizada. "O professor precisa ser valorizado não só no texto da lei, mas acima de tudo na política pública. Precisamos viabilizar alternativas para que a Lei do Piso seja respeitada", ressaltou.
Na última assembleia da categoria, lembrou, os professores  rejeitaram a proposta de revisão do piso em 6,5%, oferecida pelo governo, por entenderem que ela reforça a divisão da carreira. "Esta é a essência da questão. Não existe piso sem carreira, nem carreira sem piso. Se há problemas quanto aos recursos, vamos viabilizar alternativas. Somos a sexta economia do mundo e é preciso viabilizar o que é prioritário para população, e educação é prioritário", reforçou ela.