Presidente do Sindipetro debate privatização da Petrobras

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Publicada em 23/08/2013 às 02:13:00

A privatização da Petrobras foi o tema do grande expediente da sessão Legislativa na manhã desta quinta-feira. Quem abordou o assunto foi o presidente do Sindicato dos Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe (Sindipetro), Dalton Francisco dos Santos, a convite da deputada estadual Ana Lúcia (PT).

Dalton, que é geólogo da Petrobras há 35 anos e há 20 é diretor do sindicato, apresentou um panorama da privatização da maior empresa do Brasil, que teve início com a quebra do monopólio estatal do petróleo, em meados da década de 1990. "Neste período, havia um projeto dos países imperialistas para implantar aqui no Brasil o neoliberalismo", aponta o dirigente sindical.
"A grande falha ocorreu quando FHC quebrou a espinha dorsal do movimento sindical brasileiro. Ao quebrar o monopólio estatal do petróleo, teve início este processo de privatização e terceirização", avaliou a deputada Ana Lúcia ao pontuar que esta fissura permaneceu nos governos seguintes.

Dalton dos Santos explica que, desde este período, o regime de concessões e a implantação dos leilões como forma de vender a riqueza e a soberania do nosso país passaram a ser a regra no Brasil, de modo que a Petrobras passou a concorrer com as empresas privadas nacionais e estrangeiras para ter acesso às áreas petrolíferas brasileiras. "Uma empresa que foi construída com grande esforço do povo brasileiro, hoje precisa comprar áreas dentro do próprio país para garantir o abastecimento do petróleo", lamenta o geólogo.
O dirigente sindical aponta que durante o governo de Fernando Henrique Cardoso foram leiloados 88 blocos exploratórios e campos petrolíferos, o equivalente a 10% de tudo o que já foi privatizado na Petrobrás. Durante o governo Lula, este número chegou a 677 blocos, o que representa 59% do total, e durante a gestão de Dilma, foram 382 blocos, ou seja, 33%.

Dalton abordou ainda os prejuízos do Projeto de Lei 4330, do deputado Sandro Mabel (PR-GO), que legaliza a terceirização das atividades fim de empresas. Além de precarizar ainda mais as condições de trabalho dos brasileiros, se aprovado, o projeto irá reduzir drasticamente as vagas em serviços públicos.
Para Dalton, o PL 4330 serve ainda para garantir o projeto de transformar a Petrobras "num conglomerado de empresas terceirizadas". Ele acredita que, caso o projeto seja aprovado, a Petrobras passará a ser contratada pela União para prestar serviços de extração de petróleo em aguas ultra profundas do Pré-sal. "Esse Projeto de Lei representa a destruição da Petrobras", enfatizou a deputada Ana Lúcia.