Recapeamento asfáltico atrapalha a rotina de motoristas e pedestres

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Publicada em 24/08/2013 às 02:10:00

A manhã de ontem foi marcada por uma série de mobilizações promovidas por usuários do transporte público da Grande Aracaju. Já nas primeiras horas, passageiros que se deslocavam para o terminal de integração do DIA - Distrito Industrial de Aracaju - se mostraram incomodados com a interdição de uma das vias do espaço que estava recebendo uma nova camada de asfalto. Com o serviço sendo realizado em pleno horário considerado de pico, o trânsito na região ficou mais caótico, os ônibus entravam e saiam lentamente, e nenhum fiscal foi encontrado pelos passageiros que buscavam informações. Indignados, alguns invadiram a única pista livre do terminal e criticaram a ação da prefeitura.

Alegando estar 'presa' no DIA há mais de uma hora e meia, a funcionária pública Isabele Aquino lamentou a realização de uma obra em plena sexta-feira. "O que eles querem é mostrar serviço? Fizeram tudo errado. Estamos aqui desde as seis e meia e os ônibus não passam. Aracaju está vivendo um momento de caos absurdo e parte disso é de responsabilidade dos administradores públicos. Por que não fizeram isso depois das onze da noite ou no domingo? É pra não pagar hora extra dos funcionários?", questionou. Devido a reforma feita no solo, um congestionamento superior a três quilômetros foi registrado em ambos os sentidos.

Diante do problema, duas equipes da SMTT - Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito - foram encaminhadas para o local na tentativa de regularizar o fluxo de veículos, mas pouco ou nada foi promovido. Agentes da Guarda Municipal também foram acionados na tentativa de amenizar os manifestantes mais alterados. "Como é que eles dizem que o futuro se constrói com amor e trabalho se nem um fiscal tem aqui para orientar os passageiros. Desde o início do ano, se pararem pra avaliar, nós passamos a pagar mais caro pela tarifa, com menos ônibus nas ruas e sem segurança nos terminais. Não foi essa solução que eu apostei nas eleições passadas", afirmou o porteiro Luís Durval.
 
Maracaju - Já no terminal de integração da avenida Visconde de Maracaju, bairro Santos Dumont, zona Norte de Aracaju, integrantes do 'Movimento Não Pago' voltaram a se mobilizar e promover a chamada 'catraca livre', quando os passageiros possuem a oportunidade de usufruir do serviço de forma gratuita. Insatisfeitos com os atuais problemas enfrentados pelos aracajuanos, em especial a tarifa de R$ 2,35, a perspectiva por parte do movimento é que todas as semanas um protesto dessa natureza seja realizado em um ou dois terminais da capital sergipana. Além do valor da passagem, os manifestantes questionam o motivo de o prefeito João Alves Filho (DEM) não se pronunciar publicamente sobre as possíveis irregularidades encontradas nas planilhas do Setransp e da SMTT.
 "Tá vendo que tem muita coisa errada. No DIA é uma escuridão imensa, no terminal do mercado é arrastão todo final de semana e aqui na Maracaju eu mesmo nunca vi nenhum vigilante, a não ser nessas manifestações. Basta um religioso começar a gritar que enche de policial da Guarda municipal achando que é manifestante do Não Pago", lamentou a universitária Carol Fontes. De acordo com a assessoria de comunicação da SMTT, ao longo dos últimos dois meses a prefeitura está buscando soluções para resolver os problemas do transporte. Entre as providências, está a aquisição de 130 'novos' ônibus. Destes, 64 estão operando e seis começarão a funcionar na próxima segunda-feira, 26. Os demais só devem circular no mês de outubro.