‘Privatização’ do HU gera protestos de alunos e professores

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Publicada em 30/08/2013 às 02:40:00

Na manhã de ontem docentes e alunos do Hospital Universitário de Sergipe realizaram uma manifestação em frente à unidade hospitalar contra uma possível privatização do respectivo serviço público. Conforme queixas dos manifestantes, com o projeto de lei que criou a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), a perspectiva é que a assistência médica que hoje é promovida pelo SUS - Sistema Único de Saúde, passe a ser realizada exclusivamente com cunho financeiro. Conforme informações apresentadas pela Associação dos Docentes da UFS (ADUFS), mais de 60 mil pessoas, entre membros da universidade federal e usuários do sistema se mostraram contra a criação da EBSERH.

Solidário ao pleito dos manifestantes, o aposentado Paulino Marques de Araújo afirmou que os pacientes que buscam atendimento no HU não possuem condições financeiras de efetuar o pagamento de consultas. "Quem vem pra cá, é a mesma classe social que é atendida no Huse, Cirurgia ou Nestor Piva. Passar a cobrar esses atendimentos é a mesma coisa que dar as costas para os pobres e não entender que os mais necessitados precisam desse atendimento 'gratuito'", afirmou. Com o objetivo de dar seguimento aos protestos, os médicos e estudantes garantiram que na manhã de hoje estarão apoiando e participando integralmente da 'Greve Geral' que ocorre em todo o Brasil por mais de 20 categorias de profissionais.

Para Brancilene Araújo, presidente da Adufs, com a possibilidade do EBSERH passar a administrar o HU, existe a dúvida se os acadêmicos poderão continuar participando de atividades práticas na unidade. "Esse é um dos nossos maiores receios porque essa liberdade em deixá-los atuar no hospital é uma excelente oportunidade de todos se aperfeiçoarem profissionalmente, como também, atender mais pacientes e desafogar os demais hospitais públicos. Será que o atendimento permanecerá 100% SUS? Será que o novo gestor vai continuar investindo em pesquisa, aparelhamento?", indagou.