Movimentos sociais organizam o ‘Grito dos Excluídos’

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Publicada em 04/09/2013 às 02:33:00

Centrais sindicais e comunidades estudantis estão se mobilizando para organizar o 19º Grito dos Excluídos, que este ano tem como tema central 'Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular'. Em meio aos protestos promovidos com mais frequência e intensidade no Brasil desde o último mês de maio, os manifestantes também incluíram na pauta de reivindicações a qualificação e redução da tarifa do transporte coletivo, melhorias em todos os postos de saúde da capital, democratização dos meios de comunicação, contra o extermínio da juventude, a defesa do Brasil quilombola e dos povos indígenas, e pelo combate à violência contra a mulher. Conforme previsto na programação da Secretaria de Estado da Educação (Seed), o 'grito' deve pisar na avenida Barão de Maruim por volta das 12h30.

Aderindo mais um ano ao protesto, integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) e Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU) estão se mobilizando para que representantes de assentamentos de diversos municípios sergipanos possam participar da caminhada. De acordo com o sem terra Luís Carlos Bonfim, o objetivo desse ano é reunir mais de 200 manifestantes unicamente do MST. "A meta é evoluir sempre e fazer com que a nossa voz não se cale. Ao longo dos anos estamos conquistando avanços, mas falta muito ainda. A Reforma Agrária está aí parada e ninguém vê progresso nesse desejo do homem do campo", disse. Conforme estatística do 7 de Setembro do ano passado, cerca de 700 pessoas de diversas categorias participaram da macha.

Organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a manifestação também recebe o apoio de integrantes da Força Sindical, servidores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), estudantes, Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Sergipe (Sintese), e pela primeira vez, do Movimento 'Não Pago'. Para a professora Ângela Melo, essa é mais uma excelente oportunidade de cobrar dos governos melhorias na educação pública. "O bom desse grito é que a avenida vai estar lotada de gente e que vai acompanhar de perto as nossas reivindicações. É bom deixar claro que não iremos para baderna, vamos nos unir para promover um ato simbólico e que mostre a indignação da categoria com a atual maneira de valorizar o professor", afirmou.

O diretor da CUT em Sergipe, Plínio Pugliesi, disse esperar uma adesão mais representativa por parte dos sergipanos. Segundo ele, o atual modelo político e administrativo adquirido por todos os gestores públicos vem contribuindo diretamente para a insatisfação dos trabalhadores. "As manifestações de rua têm mostrado que o povo está exigindo outro modelo de representatividade. Isso é uma lição para os gestores públicos que ainda resistem em atender ao clamor popular. Mas estas vozes que vêm das ruas já mostraram que não vão se calar. É neste contexto que estamos construindo o 19º Grito dos Excluídos, uma manifestação que tem a missão de potencializar as lutas por melhorias para um projeto de sociedade, um projeto popular", explicou.

O desfile de alunos das escolas públicas estaduais, efetivos de várias corporações da Polícia Militar, Grupamento Tático Aéreo (GTA), e instituições de ensino particular, está programado para começar às 8h. A organização de todo o evento fica por conta do Governo do Estado.