Desfile de 7 de setembro terá público de 20 mil pessoas

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Publicada em 06/09/2013 às 02:23:00

Faltando 24 horas para o início do desfile cívico em alusão a Independência do Brasil, ambulantes já começam a se posicionar na avenida Barão de Maruim com o objetivo de escolher um local estrategicamente bom para comércio. Promovido pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Educação (Seed), o tema do desfile este ano é 'Pátria Amada Brasil'. A festa cívica contará com aproximadamente 50 servidores trabalhando na organização.

Além do desfile realizado por agentes ligados à segurança pública, 20 escolas da rede estadual vão passar pela avenida e contar com a participação de aproximadamente três mil estudantes. Conforme perspectiva da própria Seed, presume-se que o evento possa reunir um público superior a 20 mil pessoas.

Diante da grande quantidade de pessoas ocupando um só local, ambulantes de diversos municípios sergipanos chegam à capital sergipana com o intuito de prestigiar a marcha, como também lucrar com a venda de bebidas alcoólicas, refrigerantes, água e alimentos, por exemplo. Esse é o caso do ambulante Carlos Matheus, morador do município de Nossa Senhora do Socorro. Desempregado há mais de dois anos, ele disse que encontrou nos eventos uma boa oportunidade de lucrar. "Ano passado foi o meu primeiro ano vendendo água de coco e refrigerantes aqui na avenida. Estava há pouco tempo sem emprego e precisando de dinheiro. Nesse ano espero vender bem também e por isso que já corri pra encontrar um local bacana", afirmou.

Como ocorre todos os anos, a programação oficial foi divulgada e indica o início do Desfile Cívico-Militar a partir das 8h, com encerramento às 12h. O ponto de concentração de militares e algumas escolas permanece sendo na Praça Camerino, segue pela avenida Barão de Maruim e encerra oficialmente na Praça da Bandeira. Conforme cronograma da Seed, o desfile estudantil deve ter duração máxima de duas horas, e nenhuma unidade civil pode fazer longas demonstrações paradas durante o percurso delimitado.

De acordo com o chefe do cerimonial da Seed e organizador geral do desfile, Almir Garcez, desde o início do mês de julho que o governo vem trabalhando em prol deste 7 de Setembro. "Estamos a cada ano tentando inovar e deixar que esse desfile fique marcado pra sempre na vida de cada brasileiro que vai para o percurso do desfile prestigiar essa grandiosa festa patriota. O que podemos afirmar é que já está tudo pronto para esse evento e quem for vai se emocionar com tudo, inclusive com os carros alegóricos", disse.

Ao todo serão dois carros temáticos e oito alegorias de mão. Dando ênfase ao tema escolhido para esse ano, os carros e alegorias irão mostrar os índios desde a época do descobrimento do Brasil até os dias de hoje.

Grito dos Excluídos - Encerrando o desfile, apesar de não contar na programação oficial, será realizado do 19ª Grito do Excluídos que é promovido pelas centrais sindicais, movimentos de bairro, moradia popular e rural, além de setores da igreja católica.
Após convocação oficial promovida pelos líderes sindicais e dos movimentos que aderiram à realização do 'Grito', o diretor da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT), Plínio Pugliesi, torce para que mais de 800 sergipanos possam participar do ato público.

Segundo ele, o atual modelo político e administrativo adquirido por todos os gestores públicos vem contribuindo diretamente para a insatisfação dos trabalhadores. "As manifestações de rua têm mostrado que o povo está exigindo outro modelo de representatividade. Isso é uma lição para os gestores públicos que ainda resistem em atender ao clamor popular. Esperamos que esse momento único que estamos passando possa contribuir para que nosso movimento seja superior se comparado ao do ano passado quando contabilizamos pouco mais de 700 pessoas", explicou.

A manifestação mais um ano conta com o apoio de integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU), da Força Sindical, servidores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), estudantes, Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Sergipe (Sintese), e pela primeira vez, do Movimento 'Não Pago'.