Homem morre depois de comer caruru envenenado

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 06/09/2013 às 02:24:00

O ajudante de pedreiro Maurílio Feitosa da Silva, 19 anos, morreu na noite de anteontem, depois de passar um dia internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Segundo a família, ele passou mal depois de comer uma porção de caruru que estava misturada com um agrotóxico conhecido como "chumbinho", usado para matar ratos. A principal suspeita é de que o alimento envenenado teria sido enviado por um homem que está separado de uma irmã dele e não se conformava com o fim do casamento.

De acordo com Rosangela Feitosa, uma das irmãs de Maurílio, tudo aconteceu na casa da vítima, no bairro Coqueiral (zona norte de Aracaju). Ao acordar, ele viu um copo de caruru que estava na cozinha e perguntou para a outra irmã, Franciele, se poderia prová-lo. Ao ouvir que ela não queria o caruru, o ajudante comeu toda a porção e, minutos depois, começou a passar mal. Levado às pressas ao hospital, o rapaz foi internado na Ala Vermelha e o envenenamento foi confirmado pelos médicos. O estado se agravou ao longo do dia e, à noite, o paciente não resistiu.

Ontem de manhã, no velório do corpo de Maurílio, os parentes estavam totalmente desesperados e precisaram ser amparados por todo o tempo. Eles confirmaram que Franciele era perseguida pelo ex-marido, que não aceitava a separação e ainda tentava tomar a guarda do filho do casal. O pai da vítima, José da Silva, confirmou que o suspeito chegou a discutir com os familiares dela três dias antes da morte do pedreiro e teria ameaçado matá-la. Todos acreditam que, ao enviar o caruru envenenado, o homem pretendia matar Franciele.

O corpo do ajudante de pedreiro foi sepultado ontem à tarde. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que aguarda o resultado de um exame feito pelo Instituto Médico-Legal (IML) para apontar a causa da morte de Maurílio. Se o envenenamento for confirmado, o caso será apurado pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). Caso contrário, o inquérito irá para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O suspeito já está sendo procurado.