Iran Barbosa defende foco em ações preventivas de saúde pública

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 10/09/2013 às 02:42:00

Em sessão especial que tratou dos problemas enfrentados pelos doentes renais crônicos de Aracaju, realizada na manhã de segunda-feira, 9, na Câmara Municipal da capital, o vereador Iran Barbosa (PT), defendeu políticas públicas mais focadas em ações preventivas de saúde, a fim de evitar colapso do sistema público de saúde apenas com o tratamento das doenças.

A sessão, proposta pelo vereador Dr. Agnaldo (PR), contou com as participações do médico Manoel Pacheco de Andrade Junior, diretor da Clinese e ex-coordenador de equipe de transplante de rim no Estado; de Euza Gentil Missano, promotora de Justiça dos Direitos à Saúde do Ministério Público Estadual; e de Benito Oliveira Fernandez, coordenador da Central de Transplantes de Sergipe.
"Em todos os depoimentos que observamos, há sempre uma grande preocupação com a falta de assistência aos doentes e às ações curativas, ou seja, de buscar ações para os problemas já existentes. No entanto, observo que, agentes públicos e sociedade organizada precisam refletir cada vez mais sobre a necessidade de ampliarmos as ações na linha curativa, de quem já está com a doença, mas também, para além deste desafio, que não é pequeno e não estamos dando conta, termos ações mais concretas na linha da saúde preventiva", entende o vereador.

Para ele, há uma profunda distorção com relação à saúde pública quando se termina por abandonar, dentro das políticas e ações dos governos, a prevenção e a conscientização da população para hábitos mais saudáveis. "Vejo que uma boa parte dos problemas de saúde em nosso país, que já estão se tornando endêmicos e generalizados, tem muito a ver com hábitos prejudiciais, muitos deles alimentares", diz.

Ainda segundo o parlamentar, os maus hábitos alimentares que vem se propagando entre a população são fruto da escalada industrial crescente no que diz respeito aos padrões atuais de alimentação das pessoas.
O petista defendeu a responsabilização de empresas alimentícias que contribuem para adoecer a população em razão de produtos massificados na mídia e que vendem muito, sem que recaia sobre essas empresas qualquer penalização pelo uso de substâncias como o sódio em excesso, corantes artificiais e gorduras em seus produtos e que afetam a saúde dos consumidores.
"Não dá para assistirmos cada vez mais a indústria alimentícia ganhar milhões, sendo que grande parte desse lucro é adoecendo a sociedade, por utilizar substancias que já estão identificadas como prejudiciais a saúde. Sou de uma geração que teve acesso a um outro tipo de alimentação, mais saudável, mas a geração atual está tendo acesso a uma alimentação muito ruim, que enriquece muita gente, mas adoece a população. Precisamos pensar na possibilidade de responsabilização social dessas empresas e do capital, que lucram adoecendo a sociedade e não assumem o ônus de dividir o preço de tratar as várias doenças", defende o petista.

Doadores em logradouros - Diante dos números apresentados pelo coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez, de que menos de um quarto das famílias autorizam o transplante de órgãos de entes falecidos, muitas vezes por puro desconhecimento de como se dá o processo de transplante, o vereador Iran Barbosa destacou que está apresentando, na Câmara Municipal, projeto de lei que visa priorizar a denominação de logradouros públicos de Aracaju a nomes de pessoas que foram doadores de órgãos.