PT realiza primeiro debate entre candidatos a presidente

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Os candidatos a presidente do PT participam do primeiro debate
Os candidatos a presidente do PT participam do primeiro debate

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Publicada em 24/09/2013 às 03:09:00

Rogério Carvalho, deputado federal e presidente do PT/SE, participou no último sábado de um debate com os candidatos a presidente do Diretório Estadual do Partido, deputados Ana Lúcia e Márcio Macedo e o militante Denilson. O encontro aconteceu na cidade de Japaratuba, na câmara municipal, e reuniu centenas de militantes.
"Este partido tem que ser um espaço de discussão de temas da sociedade. Este partido precisa ser um espaço de participação efetiva da sociedade. Precisamos levar o PT para todos os lugares, todas as cidades", comentou o parlamentar. Já sobre a politica de alianças ele disse: "É preciso fazer alianças com projetos e programas, de acordo com a nossa ideologia. Temos que realizar o sonho de cada um dos militantes e dos cidadãos brasileiros".

Sobre as manifestações do mês de junho, Rogério disse: "Nós não estamos diante de uma crise qualquer. A sociedade quer se mobilizar sem filtros. Estamos todos articulados numa rede. Temos que fazer isso, atender o anseio da sociedade e ser um partido que lidera, e não apenas um partido que comanda".

Por fim, ele reafirmou a candidatura contra a exclusão partidária. "Sou candidato porque não aceitei o veto, sou candidato porque acho que parte da militância tem que participar das decisões e das discussões do partido. Por isso digo: militância presente, Partido Forte".
O deputado Francisco Gualberto apoiou e reafirmou o compromisso da chapa "Militância Presente Partido Forte". "Estamos numa chapa que é o equilíbrio. A chapa representada pelo companheiro Rogério Carvalho é que se aproxima da militância, da juventude, de todas. Devemos entender que nenhum agrupamento desse partido sozinho construirá a unidade do PT. Por isso, reafirmo meu compromisso para mudarmos a história desse partido".

Márcio - "O debate neste PED tem que ser político. Um debate de fundo, sobre qual partido que queremos que saia desse processo, numa nova concepção política. Eu sou um daqueles que acredita que este modelo que nos levou a tantas conquistas tem que ser reinventado. O debate não pode ser só de uma liderança conduzindo os destinos do partido. Tem que ser nas instâncias partidárias, numa discussão horizontalizada, sem vetos, sem preconceitos, com a participação de todas as forças políticas do conjunto do partido, para que aquele companheiro ou aquela companheira que for nos liderar num momento de disputa eleitoral tenha o consenso de todos do partido. A militância tem que ser protagonista deste novo momento do PT", defendeu o deputado federal Márcio Macedo.

Márcio também ressaltou que o PT precisa estar fortalecido para fazer o contraponto com o processo de formação de "siglas de aluguel" em Sergipe. "Tem gente que tem consórcio de partidos. Nós temos que combater isto veementemente e é por isso o PT tem que estar forte", afirmou. Neste sentido, o deputado frisou que decidiu ser candidato a presidente do PT por ter "a consciência de que está em jogo neste momento da política sergipana o legado do PT no Estado".
"Mesmo com todas as contradições que um governo possa ter, o governo Déda é meu governo, é o governo do PT e eu não vou negá-lo nunca. Vou defendê-lo, porque tenho a convicção de que é o maior governo da história de Sergipe. É o governo que gerou 100 mil empregos com carteira assinada, que tem obras em todos os municípios e continua fazendo muitos investimentos, que reduziu o índice de pobreza do Estado para o menor da região, que colocou Sergipe com o maior IDH do Nordeste", afirmou.

Ana Lúcia - A deputada estadual Ana Lúcia apresentou propostas concretas para reconstruir e reorganizar o Partido dos Trabalhadores, resgatando seu caráter democrático e popular. Ao todo, são treze direcionamentos apontados.
"Nosso partido precisa passar por uma grande transformação política, ideológica e programática", defende Ana Lúcia. Para isso, ela propõe o aprofundamento da democracia participativa interna; o estreitamento do diálogo com os movimentos sociais e populares; a ampliação dos processos de formação política dos filiados e filiadas e o fortalecimento dos setoriais.

Ana Lúcia avalia que para reorganizar o partido é necessário ter a participação direta e efetiva dos municípios. "Precisamos conhecer suas realidades, articular e formar cotidianamente essa militância para o nosso programa. Precisamos visitar cada município para discutir e planejar quais são suas demandas discutir politicamente estratégias de supri-las".