Professores comemoram adiamento da votação de projeto

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A deputada estadual Ana Lúcia (PT), em explicação pessoal, agradeceu à oposição pelo posicionamento  em favor do adiamento.
A deputada estadual Ana Lúcia (PT), em explicação pessoal, agradeceu à oposição pelo posicionamento em favor do adiamento.

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Publicada em 29/06/2012 às 12:04:00

O adiamento da votação do projeto de reajuste do salário do Magistério em 6,5% para agosto, após o recesso parlamentar, foi comemorado pelos professores que ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa na manhã de ontem. A deputada estadual Ana Lúcia (PT), em explicação pessoal, agradeceu à oposição pelo posicionamento  em favor do adiamento.

 "Neste sentido, estamos vendo a necessidade do Poder Executivo nos receber durante o mês de julho para discutir isso, porque senão o projeto será votado em agosto da forma que está", ressaltou a deputada.
Ana Lúcia revelou que durante o mês de julho vai estar realizando um estudo sobre a folha de pagamento da Educação e dados educacionais do Estado para apontar os problemas que têm gerado inchaço na folha e a falta de recursos para pagar os professores.

"Não dá para aceitar a desculpa do governo de que não tem dinheiro para pagar o piso a todos os professores, colocando apenas o volume das despesas e dos recursos, sem ir à essência da questão: nas áreas estratégicas como educação, saúde e segurança pública, ao longo da história, setores põem seus parentes, aderentes e cabos eleitorais .  É isso que está acontecendo na Educação", denunciou.

"Isso sempre aconteceu ao longo da história, mas não poderia estar acontecendo no nosso governo. Falta vontade política para corrigir os problemas, porque então se descobriria para onde está indo o dinheiro da educação", acrescentou.,
Ana Lucia ressaltou que o governo que agora diz que a Lei do Piso é só para os professores do nível médio não teve esse mesmo entendimento em 2009.

"Lá em 2009, não era essa a interpretação do governo, que enviou projeto reconhecendo o piso para todos os professores e adequando à carreira, como previsto na Lei do Piso. E esta Casa aprovou", recorda a deputada.

Ela disse esperar que, em agosto, a Casa possa corrigir o equívoco da Lei Complementar 213/2011, que dividiu a carreira do magistério em duas. "Esperamos estar votando exatamente uma proposta que restabeleça a nossa carreira como única e o piso como referência para toda a carreira", disse.