Jackson diz que não compra partidos como quem compra pencas de bananas

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Publicada em 28/09/2013 às 03:07:00

O governador em exercício Jackson Barreto concedeu entrevista ontem, 27, ao programa "A Hora da Verdade" comandado pelo radialista George Magalhães, quando falou de diversas áreas da administração, agendas de trabalho e de política. Sobre a administração, ele iniciou falando sobre a isenção de ICMS que o governo do Estado concedeu na semana passada para os produtores de farinha. "É mais um incentivo deste governo para a agricultura familiar. Outros governos podem até ter diminuído, mas quem isentou e deixou o ICMS zero para as transações de farinha dentro do Estado fomos nós", disse ele, lembrando que a farinha é item fundamental na cesta básica de nordestinos pobres ou ricos.

Falou também sobre a reunião que teve em Brasília com o presidente da Anatel, João Batista Rezende, tratando sobre a melhoria da cobertura de telefonia móvel em Sergipe. "Não é possível que povoados com mais de 20 mil habitantes como Samambaia e localidades com grande povoação como Colônia 13 e Santa Rosa do Ermírio não tenham um sinal de telefonia de qualidade. Isso prejudica os negócios, as emergências de saúde e de segurança", enfatizou.

Jackson Barreto voltou a falar da grande conquista para o sertão que foi o Campus da universidade federal para aquela região com cursos nas áreas de agronomia, veterinária, zootecnia. "Senti uma grande responsabilidade quando uma jovem entregou uma carta em minhas mãos no povoado Santa Rosa do Ermírio e ela me disse: Jackson Barreto, você é a nossa última esperança. Fui ao ministro da Educação e aí está o Campus consolidado", celebrou Barreto.

Em relação a sua agenda administrativa, ele confessou que seus dias têm sido muito intensos, com rotinas extenuantes, mas compensatórias. "Hoje receberemos o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que virá a Sergipe conveniar R$ 40 milhões para serem investidos em segurança pública", explanou.

Proinveste - Jackson Barreto desmentiu a oposição que espalha a informação que recursos do Proinveste estariam sendo supostamente usados em outros fins e que estariam na conta única do Estado. "Os recursos do Proinveste estão sendo usados nas obras que estão em andamento e o saldo se encontra em contas específicas. Não somos irresponsáveis, cumprimos as leis", disse ele. Ainda em relação ao Proinveste, ele disse que além das obras já em andamento, a exemplo da estrada em Propriá e de reformas de escolas, outras obras estão sendo licitadas e outras vão receber a ordem de serviços nas próximas semanas, a exemplo da rodovia Japoatã/Propriá e a escola do Conjunto Jardim em Nossa Senhora do Socorro.
O governador em exercício lembrou ainda da importância da aprovação pela Assembleia Legislativa do projeto que autoriza o governo do Estado receber recursos da União para dar nas contrapartidas nos convênios com o Governo Federal. "São recursos importantes que irão se transformar em mais obras para os sergipanos", disse.

Política - Em relação à política, Jackson Barreto deixou claro que a sua prioridade é a administração do Estado, mas disse em tom de descontração que está acompanhando tudo e vendo tudo através dos seus óculos de grau. "Estamos focados nos problemas da administração, no pagamento dos servidores em dia, nos recursos do décimo terceiro salário e nos investimentos para Sergipe", informou.

Ele disse que no momento certo irá tratar de política e que não está desesperado, mas faz contatos "sem desespero, sem comprar partidos como quem compra pencas de banana na feira", disse ele. Jackson Barreto acredita que quem age desta maneira é porque está desesperado em busca de segundos de horário de televisão e que o povo está ai para julgar quem age desta maneira. "Os partidos da nossa base aliada nos garantem uma boa quantidade de minutos de horário de televisão. Não tem desespero", citando que no arco de alianças estão os seguintes partidos: PMDB, PT, PSB, PSD, PRB, PROS e PC do B.