Moradores da Taiçoca reclamam de atendimento em posto de saúde

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Publicada em 02/10/2013 às 02:53:00

Milton Akves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Moradores do loteamento Taiçoca de Fora, em Nossa Senhora do Socorro, estão reclamando da falta de assistência médica na Unidade de Pronto Atendimento Professor Edson Luiz. Segundo os moradores, há mais de dois meses atendentes da UPA alegam que as consultas e exames deixaram de ser marcados por falta de regularização no sistema de internet do posto. Indignados com as alegações e falta de providência por parte do governo municipal, os pacientes garantem que a associação de moradores pretende realizar um ato público ainda esse mês de outubro caso as melhorias pleiteadas não sejam atribuídas até o próximo dia 15.

Conforme informado pela Associação de Moradores da Taiçoca, até o momento as reivindicações estão sendo repassadas de forma ordeira. De acordo com o morador Manoel Bispo dos Santos, frequentemente os populares reclamam junto à direção do posto de saúde em busca de benefícios, mas até à tarde de ontem nenhum benefício havia sido efetivamente atribuído aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). "É difícil entender como um sistema de internet pode atrapalhar a vida de tantas pessoas. Lembro que há 15 anos, quando não tinha nada disso, o atendimento era melhor e a população reclamava pouco. Isso pra mim tem cheiro de incompetência por parte dos gestores", declarou.

Caso as ameaças dos moradores se concretizem, uma segunda grande manifestação em menos de 60 dias pode alterar a rotina de alguns sergipanos que residem na Grande Aracaju. Isso porque na manhã do dia 22 de agosto, cerca de 40 manifestantes bloquearam por mais de duas horas o fluxo de veículos na Rodovia da Indústria, principal via de acesso à sede de Socorro. Na ocasião os populares já pleiteavam mudanças na UPA. "Até quando vamos ter que suportar esse esquecimento dos políticos? Não é de hoje que estamos lutando por um direito que é nosso. Cadê os investimentos na saúde pública que também saem do meu bolso? Prefeito, imploramos por soluções rápidas", disse a moradora Emília Dias.

Ainda segundo a denunciante, esse mesmo problema também é registrado em outras unidades. Para ela, a falta de melhorias que foram prometidas durante a campanha eleitoral do ano passado força a população a realizar uma peregrinação em busca de atendimento. "Temos que andar de posto em posto para não morrer, ou deixar um dos nossos parentes e amigos morrerem também. Em menos de um ano das eleições, nenhum avanço saiu do papel e parece que a realidade só faz piorar", pontuou. Conforme informações apresentadas pela prefeitura, as denúncias dos moradores serão averiguadas, e caso sejam procedentes, um serviço de regularização será promovido.