Trabalhadores da Cimesa ameaçam fazer greve

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Publicada em 01/10/2013 às 22:56:00

Desde a última sexta-feira, 28, a entrada da Cimesa/Votorantim no município de Laranjeiras tem sido vigiada pela polícia e por vigilantes contratados pela empresa. Na quinta-feira, 27, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Cimento, Cal, Gesso e Cerâmica dos Municípios de Aracaju, Itabaiana, Itabaianinha, Laranjeiras, Maruim, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Siriri e Simão Dias no Estado de Sergipe - Sindicagese - e os trabalhadores realizaram um ato como parte de sua campanha salarial, fechando o portão da fábrica. Neste mesmo ato houve uma assembleia onde foi votado o estado de greve. Caso a Cimesa não avance nas negociações da campanha salarial, os trabalhadores podem parar suas atividades a qualquer momento.

A presença dos policiais e vigias na entrada da Cimesa é uma ação clara para intimidar os trabalhadores. "As denúncias de assédio moral contra a Cimesa são constantes e agora, com a aprovação do estado de greve, ela tem ido com tudo para constranger e aterrorizar os trabalhadores" explica Heribaldo de Campos, presidente do Sindicagese.

Bafômetro - O sindicato questiona também o fato da Cimesa realizar arbitrariamente teste do bafômetro nos operários e demitir os ''reprovados''. "Nenhuma lei autoriza essa prática, nem a CPTran pode obrigar os motoristas a fazer esse teste, quanto mais uma empresa que não tem autoridade jurídica nenhuma. Além do mais, que critérios a empresa tem usado para dizer se os trabalhadores estão alcoolizados ou não?!", questiona Heribaldo.

A categoria encontra-se em data base de negociação desde o dia 1º de julho. A primeira reunião com a empresa aconteceu no dia 11 de junho. Na ocasião, a Cimesa não apresentou nenhuma proposta de reposição salarial.

Após várias rodadas de negociações durante os meses de julho e agosto a empresa apresentou sua proposta, que entre os itens havia: 7% de reajuste salarial, 7% piso salarial, 7% auxilio material escolar e auxilio medicamento; aumento no auxilio alimentação, passando de R$ 200,00 para R$ 240,00. O auxilio alimentação, junto ao reajuste salarial, é a principal reivindicação da categoria, os trabalhadores exigem que sejam pagos R$ 300,00, como acontece em empresas do grupo Votorantim localizadas no sul e sudeste do país.