Vereador diz que empresa de ônibus quer penalizar cobrador em caso de assalto

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 11/10/2013 às 00:43:00

O vereador de Aracaju, Adriano Oliveira (PSDB), o "Adriano Taxista", ocupou a tribuna da Câmara Municipal ontem (10) para denunciar que a Viação Modelo (empresa de ônibus) emitiu um comunicado para todos os funcionários anunciando que, a partir de agora, nos casos dos assaltos acima de R$ 50, a empresa vai exigir do cobrador o ressarcimento. Outra denúncia feita por Adriano Taxista é que a empresa só está aceitando atestados médicos dos profissionais da Saúde do plano HapVida.

Adriano Taxista disse que cartazes estão sendo afixados pela empresa com a nova determinação. "A Viação Modelo colocou no mural de informações um comunicado dando conta que existe uma lei municipal determinando que o cobrador de ônibus deve assumir o prejuízo em caso de assalto acima de R$ 50. Eu já pesquisei essa lei e não achei. Isso é um absurdo, um descaso. O sindicato da categoria tem que tomar as providências cabíveis porque a categoria não pode ser penalizada pela falta de segurança em Sergipe. Era só o que faltava".

Em seguida, o vereador denunciou que a carga horária de alguns funcionários da empresa é desumana. "É trabalho escravo! Tenho aqui tabelas de horários onde alguns profissionais entram na empresa às 4h20 e encerram suas atividades às 21h25! Olhe quantas horas trabalhando. E olhe que a CLT determina apenas seis horas corridas de trabalho ou 7h20 com uma hora de intervalo. Pior é que ainda querem pagar essas dobradas impostas como caixa 2! Há muita reclamação sobre essa jornada de trabalho e vou levar essas denúncias à Procuradoria Regional do Trabalho".

Adriano denunciou que vários trabalhadores sofrem perseguições dos chefes nas empresas de ônibus e que ele foi eleito pelos rodoviários e taxistas para defender bem as categorias. "Outro descaso: só estão aceitando atestados médicos dos profissionais da Saúde do plano HapVida. Ou seja, se o rodoviário adoece e vai a um posto de Saúde, a um hospital, por exemplo, não se justifica. Ao menos que seja um atestado do HapVida. Temos que nos somar a luta desses profissionais porque algumas pessoas passam até dificuldade".