A TARTARUGA SOBERANA E O SAPO ENCOLHIDO

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Publicada em 12/10/2013 às 13:14:00

Em Sergipe, província das tartarugas, o generoso e até privilegiado quelônio frequentador das nossas praias, faz um chocante contraponto como imenso descaso em relação a tantos outros bichos, muito mais importantes para o equilíbrio ecológico do que a simpaticíssima tartaruga, como é o caso do sapo, batráquio feioso, para muitos ate repugnante. A tartaruga deixou há muito tempo a faixa apertada onde se encolhem os ameaçados de extinção, elas felizmente multiplicam-se, amparadas pela blindagem da proteção que recebem que inclui a paralização das atividades nas plataformas de produção do petróleo para que possam, com absoluta tranquilidade, nadar até as praias de Sergipe a elas reservadas, desde a foz do Real à do São Francisco, e ali depositarem os seus ovos.

Já o sapo coitado, esquecido, na região sertaneja perigosamente aproxima-se da extinção. Depois de três anos de estiagem, o sapo no semiárido tornou-se uma raridade. Agora, uma praga de grilos espalha-se pelo semiárido e não há mais sapos para combatê-los.
Quando finalmente se tentar criar um Projeto Tamar, que é especifico para as tartarugas, destinado aos sapos, poderá ser tarde demais para evitar a extinção da espécie. Se isso acontecer, garantem os biólogos que pragas como essa atual de grilos, se tornarão cada vez mais frequentes.