Prefeito de Socorro é alvo de protestos

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Publicada em 25/10/2013 às 16:00:00

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Moradores do conjunto Marcos Freire II, município de Nossa Senhora do Socorro, voltaram a se mobilizar em protesto contra a falta de infraestrutura na região. Interditando a principal via do conjunto, os manifestantes acusavam o prefeito Fabio Henrique (PDT) de não aplicar políticas públicas que proporcionem a qualificação da vida dos moradores. Entre a pauta de reivindicações estava o retorno do 'Programa Lama Zero', melhorias nas unidades de pronto atendimento, melhoria no transporte público e mais segurança. Acompanhados de longe por agentes da Policia Militar, cerca de 40 manifestantes interditaram a passagem de veículos após criarem uma barreira de fogo utilizando pneus, móveis antigos e galhos de árvore.

De acordo com José Ancelmo, os problemas apresentados ainda em 2012 permanecem por uma falta de compromisso por parte da prefeitura. Segundo ele, as promessas da campanha eleitoral mais uma vez não saíram do papel. "Ele esteve aqui e garantiu que iria atender o nosso desejo, mas até agora, como todos podem ver, o problema continua. De dia, quando faz sol, é só poeira, quando chove é uma lama tão grande que atola os carros que passam por aqui", acusou.

Ainda conforme denúncia de Ancelmo, para pegar um ônibus os usuários desse tipo de transporte são obrigados a percorrer uma distância de dois quilômetros. "Essa é a nossa triste realidade que foi prometida mudança, e nós caímos mais uma vez nessa ladainha do prefeito Fábio. Quero só ver quando essas promessas vão mesmo deixar de ser apenas da boca pra fora", pontuou.
Essa foi a terceira vez em menos de oito meses que os moradores promoveram um ato público na rótula do conjunto. Diante dos fatos denunciados, o Ministério Público Estadual realizou uma audiência pública e exigiu que melhorias fossem providenciadas. Apesar das exigências judiciais, a moradora Ariane Barros acusou a prefeitura de descumprimento judicial.
"Mesmo a promotora pedindo que o nosso pleito seja resolvido, até agora nenhuma máquina chegou aqui pra começar a obra. Isso prova o quanto esses nossos políticos estão preocupados com a vida do pobre. Uma coisa eu digo, ano que vem nem pisem aqui porque serão vaiados", disse.

Ciente da manifestação, a Secretaria Municipal de Comunicação informou que as obras estavam previstas para iniciar no final de setembro, mas durante o processo de licitação nenhuma empresa se mostrou disponível e interessada em assumir a obra. Ainda segundo esclarecimentos, a previsão é que no próximo dia 8 de novembro outro processo licitatório seja aberto.