Taxistas querem incentivos para aquisição de rastreadores

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Publicada em 29/10/2013 às 01:21:00

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

O Sindicato dos Trabalhadores em Táxi de Sergipe (Sintaxe) cobra do governo e das prefeituras incentivos para que os profissionais possam adquirir rastreadores de segurança com o objetivo de inibir a crescente onda de assaltos e mortes que vêm ocorrendo contra a categoria em todo o estado.

A estimativa divulgada pelo sindicato é de que os taxistas são alvo de quatro ocorrências de violência todos os dias. Para o vice-presidente da entidade sindical, Gerson Ferreira da Silva, é necessária maior atuação do poder público para reduzir a quantidade de casos.

Ele conta que a direção do sindicato está agendando audiências com os gestores municipais e com o governador em exercício, Jackson Barreto. O objetivo é apresentar propostas que viabilizem uma solução para o problema. Uma das sugestões é que o executivo busque uma alternativa financeira junto aos taxistas para que adquiram o equipamento utilizado para monitoramento de ações repressivas contra assaltos, furtos e outros crimes que vitimam a categoria e os usuários do serviço.

O sistema de monitoramento instalado nos veículos dos taxistas que permite o acionamento das forças policiais no caso de ações criminosas já está em operacionalização desde o mês de abril, mas como explica Gerson, nem todos os taxistas podem custear o aluguel dos aparelhos.

Pelo termo de cooperação técnica entre o Sintaxe e a Secretaria de Segurança Pública e Procuradoria do Estado, as primeiras 500 instalações dos aparelhos nos veículos são gratuitas, onde o profissional só arcará com a aquisição do dispositivo e a mensalidade de R$ 45,00 paga a empresa responsável pela tecnologia.

Além de Sergipe, Pernambuco e Alagoas realizam este tipo de monitoramento com o objetivo de fazer o controle da violência contra taxistas. Os rastreadores são ligados ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciospe) e acionados pelos motoristas de táxis em situação de perigo. De acordo com a direção do Sintaxe, apenas 100  dos mais de 10 mil taxistas em todo o estado possuem os rastreadores de segurança. "Entendemos a importância deste equipamento como mais um mecanismo de proteção aos profissionais, mas infelizmente muitos não conseguem pagar a taxa de aluguel do aparelho por já arcarem com despesas decorrentes da oferta do próprio serviço, o que piora com a migração de usuários dos taxis regulamentados para os que atuam ilegalmente", comenta Gerson.

Ele informa que as áreas com maior registro de assaltos contra taxistas são a região metropolitana e Aracaju, mas acrescenta que com a crescente onda de violência, os casos se tornaram imprevisíveis em todo o estado. Gerson conta ainda que a direção do Sintaxe também continua orientando a categoria para que faça o Boletim de Ocorrência, prática que segundo ele é pouco adotada entre os taxistas, o que dificulta a ação da polícia. Além disso, a entidade sindical está realizando mobilização entre os profissionais para doação de R$ 6,00 com o propósito de realizar uma campanha de divulgação nos meios de comunicação sobre ações de proteção para a oferta do serviço.   

O último caso envolvendo a morte de um taxista aconteceu na semana passada, com mais uma ocorrência violenta que vitimou um taxista na cidade de Estância.