Itaú Cultural traz encontro sobre edital para Aracaju

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Publicada em 29/10/2013 às 01:29:00

O Itaú Cultural anuncia em Aracaju o novo formato do programa Rumos - cujas inscrições já estão abertas e vão até 14 de novembro. Próxima quarta-feira, 30 de outubro, às 19 horas, na Sociedade Semear, Luciana Soares, coordenadora do Núcleo de Artes Visuais, e Melissa Contessoto, coordenadora do Núcleo de Comunicação do Itaú Cultural, falarão sobre as novidades deste que é o principal programa do Itaú Cultural de mapeamento e fomento da produção artística brasileira.

 Em sua 16ª edição, impelido pelo novo ambiente de produção cultural e pelos conceitos colaborativos das plataformas digitais, o Rumos passou por profundas modificações para fortalecer a relação com artistas e pesquisadores e garantir a sua perenidade e relevância. Agora, ao invés de abrir editais específicos para cada área de expressão artística ou intelectual, o Rumos assume caráter multidisciplinar. Hoje o programa oferece amplo campo de escolha e um mesmo projeto pode ser inscrito em diferentes modalidades. O participante - individual, duplo, trio, coletivo ou em grupo - não é obrigado a se enquadrar em uma única delas, a não ser que ache necessário.
"O Rumos ficou mais flexível, refletindo a realidade da produção contemporânea. Antes tínhamos que esperar dois ou três anos para abrir espaço para um projeto de dança ou música, por exemplo, e sentíamos dificuldade de apoiar propostas que mesclassem plataformas", diz Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

 Outra inovação está no protagonismo do artista. Antes, as regras já estavam definidas no momento das inscrições. A partir de agora, o proponente define o que precisa para realizar o seu projeto e desenhar a sua própria anatomia. "Vamos apostar no risco, nas complexidades e nas particularidades de cada trabalho proposto", diz Saron. "O Rumos quer ser fonte para viabilizar iniciativas e não uma fôrma para enquadrar ideias".
 A abertura e a busca por um modelo mais adaptado à realidade estão expressas, ainda, no processo de seleção dos projetos que receberão verbas de apoio da instituição. Antes, o instituto formava comissões com especialistas de áreas específicas para julgar as carteiras e organizar a apresentação das obras selecionadas. O novo formato traz outra abordagem.

 A seleção é realizada por uma comissão interdisciplinar, lançando múltiplos olhares sobre as propostas inscritas. A comissão é integrada por especialistas e gestores do instituto. Além de fazer a seleção e organizar os trabalhos, em alguns casos, o grupo pode, ainda, atuar como mediador junto aos artistas, promovendo o diálogo com outras proposições e sugerindo reflexões que possam contribuir para o resultado final.
 "A partir de agora, o Rumos passa a ser uma plataforma colaborativa, mais alinhada com o modelo de produção a que estamos assistindo na atualidade. Sempre com respeito às decisões e escolhas dos artistas

e pesquisadores", comenta Saron.
 A nova roupagem do programa foi gestada ao longo de um ano. O instituto convidou produtores, artistas, pesquisadores e cientistas a trabalhar em conjunto com gestores da instituição para chegar à sua atual forma: Juarez Fonseca, crítico de música; Marcelo Evelin, coreógrafo, pesquisador e intérprete; Marcelo Gomes, cineasta; Nélio Bizzo, biólogo especializado em pesquisa em educação; Reinaldo Pamponet, empreendedor e pesquisador em novos modelos econômicos e inovação social; Regina Silveira, artista visual edestaque na produção pioneira no Brasil com vídeo e outros suportes multimídia, e Valmir Santos, crítico e pesquisador teatral.

 A eles se juntaram os gestores do Itaú Cultural Claudiney Ferreira (literatura e audiovisual), Edson Natale (música), Marcos Cuzziol (inovação em arte e tecnologia), Sofia Fan, (artes visuais), Sonia Sobral (teatro e dança) e Valéria Toloi (educação e arte). O mesmo time agora integra a Comissão de Seleção dos projetos e a mediação junto aos artistas.
 "A cena cultural está em permanente e profunda transformação. Quando começamos com o Rumos, gravar um disco era uma tarefa para iniciados. Hoje se produz um trabalho musical no quarto de um apartamento, com alta qualidade", analisa Saron. "Queríamos encontrar uma fórmula que capturasse as experiências interessantes que estão acontecendo e que não cabem em formas pré-definidas de editais", conclui.