Hospital de Socorro passa por inspeção

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Publicada em 09/11/2013 às 00:47:00

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

O Hospital Regional José Franco Sobrinho, localizado em Nossa Senhora do Socorro, passou ontem pela manhã por uma inspeção realizada por representantes do Ministério Público Estadual, Conselho Regional de Medicina e do Conselho Regional de Enfermagem (Coren). Problema na escala médica foi uma das irregularidades detectadas.

Em outubro, um paciente revoltado atirou contra uma médica, causando tumulto dentro do hospital. Agora, seguranças ficam na porta da unidade de saúde, mas mesmo assim a falta de condições de trabalho foi alvo da vistoria. Por conta dessa e outras denúncias, promotores de Justiça e representantes do Coren foram ao local. Lá, encontraram irregularidade na escala médica.

De acordo com a direção do hospital, em uma escala mensal aproximadamente 20% dos horários ficam vagos, porque os profissionais faltam. Quando isso acontece, o resultado acaba sendo pacientes que voltam para casa sem receber atendimento ou precisam se deslocar até uma outra unidade de saúde. O diretor técnico do hospital, Marcos Sarmento, admite o problema. "O hospital hoje tem alguns desfalques na escala, como a maioria dos hospitais públicos do país, mas estamos buscando por meio da contratação de profissionais e também da extensão do horário daqueles que já trabalham aqui resolver ainda este mês o problema da escala", garantiu.

As irregularidades também estão relacionadas a outros setores do hospital. "Há problemas na estrutura física, faltam médicos e profissionais da enfermagem, condições de trabalho, como por exemplo, falta segurança para que o profissional possa trabalhar dentro da unidade", disse a presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Gabryella Garibalde Resende.

O MPE vai definir se abre uma Ação Civil Pública contra a Fundação Hospitalar de Saúde. "Vamos aguardar a inspeção para poder posteriormente fazer esse juízo. Seria precipitado da minha parte, se com base no que temos em mãos hoje, dar esse posicionamento", disse o promotor de Justiça, Nilzir Vieira.   

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde informou que em relação à visita a direção da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e a superintendência do Hospital esclarecem: No momento da visita, havia uma equipe médica composta por dois obstetras, um clínico, um anestesista, um pediatra e um neonatologista. A falha na escala clínica deve-se ao pedido de demissão de quatro médicos sem aviso prévio e que a diretoria operacional está envidando esforços para solucionar a questão o mais breve possível.

Com relação aos insumos, informa que não foi verificada nenhuma falta e que, na ocorrência de eventuais intercorrências, automaticamente, os itens são substituídos por correlatos. Sobre a segurança, esclarece que o número de vigilantes foi duplicado e as rondas feitas pela Polícia Militar foram intensificadas.
A diretoria operacional da FHS, juntamente com a superintendência do hospital, informou que os atendimentos estão sendo mantidos e destaca que a maioria são casos ambulatoriais, os quais sobrecarregam os profissionais que se destinam ao atendimento de urgência. A promotoria e os demais membros conversaram com funcionários das mais variadas áreas, ficando de emitir relatório das suas conclusões. A direção da FHS e a superintendência aguardam o relatório das entidades para posterior manifestação.