Professores aprovam proposta sobre pagamento de retroativo

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Publicada em 19/11/2013 às 03:01:00

Professores da rede estadual de ensino se reuniram ontem em Aracaju para avaliar a contraproposta apresentada pelo Governo de Sergipe referente ao pagamento retroativo da categoria que permanecia pendente entre os últimos meses de janeiro e agosto. Conforme prometido, a administração estadual indicou o pagamento dos oito meses dividido em sete vezes. Ainda de acordo com a contraproposta, já no próximo mês de dezembro os professores devem receber o pagamento equivalente a dois meses. Com uma presença superior a 400 pessoas, a proposta foi encaminhada a votação coletiva e foi amplamente aprovada. Apenas três docentes se mostraram insatisfeitos e votaram contra a aposta do governo.

Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), Ângela Melo, a democracia mais uma vez foi o aspecto positivo entre estado e trabalhador. "Como é de costume nós recebemos a proposta do governo e levamos para a assembleia. Quase que de forma unânime nós aprovamos o que eles tinham a nos oferecer. Acredito que foi uma boa escolha. Se os companheiros professores estão felizes, a direção do Sintese também está", afirmou. Apesar do acordo firmado quanto ao retroativo salarial, algumas 'pequenas pendências' ainda permanecem abertas.

Segundo a sindicalista, as negociações estão encerradas temporariamente, mas devem retornar a partir da primeira semana de janeiro. "Vamos dar um tempo até para que possamos nos articular e reiniciar as discussões com os secretários e com o próprio governador em exercício Jackson Barreto. Encerramos o ciclo de debates de 2013, agora é se concentrar e buscar novos benefícios para todos no próximo ano", pontuou Ângela. A assembleia geral extraordinária que foi realizada no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe contou com a presença de professores dos 75 municípios sergipanos.

Presente na reunião geral, a professora Regina Soares, moradora do município de Nossa Senhora das Dores, lamentou a maneira como os governos estão investindo na educação dos sergipanos. Outro problema relatado pela docente refere-se à falta de reconhecimento da categoria. "Estamos vivenciando uma situação de defasagem pública tanto nas escolas do estado como também nas do município. Apesar desses problemas, nós temos que esticar a mão e parabenizar pela proposta fielmente apresentada. Eles prometeram e cumpriram, pelo menos isso", disse.

Compartilhando com as declarações da cidadã glorense, o professor de matemática Marcelo de Souza garantiu que a maioria dos alunos ainda se mostra insatisfeita com a falta de melhores condições de estudo. "Sabemos que a nossa luta é histórica e felizmente possuímos um aliado grandioso que são os próprios estudantes e familiares. Sempre estamos nas ruas em busca da qualificação e de um futuro melhor para todos os brasileiros e é justamente por isso que torcemos para que a sociedade em geral entre nessa briga e nos ajude a melhorar o país", declarou.

Na assembleia realizada no dia 30 de outubro, a direção do Sintese decidiu orientar a categoria a não participar da assembleia geral para escolha dos membros da comissão escolar, nem do processo eleitoral para eleição do diretor escolar. O objetivo era boicotar a atitude do governo em troca do estado atender ao pleito dos professores. "Essas determinações estão sendo adotadas como forma de defesa, nós só estamos realizando essas manifestações públicas para poder conquistar benefícios para a categoria e pelo bem do aluno. Não queremos retrocesso e sim progresso. Apesar dos pesares, acho que esse ano tivemos mais pontos positivos que negativos", comemorou o professor Eliakim Dantas.