Catherine Deneuve

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
O ROSTO DE DENEUVE SEMPRE SERÁ SEU MAIOR TRIUNFO
O ROSTO DE DENEUVE SEMPRE SERÁ SEU MAIOR TRIUNFO

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 19/11/2013 às 03:08:00

Aos 69 anos, a francesa Catherine Deneuve é uma das musas mais duradouras do cinema. Mais de 50 anos após sua estreia em "As Colegiais" (1957), quando ainda era uma adolescente, ela continua emendando um trabalho após o outro. Hoje, pode até interpretar papéis que não dependem fundamentalmente de sua beleza, mas ainda é convidada a levar os homens à loucura, coisa que sabe fazer muito bem.

Apesar dos avanços da cirurgia plástica, o tempo costuma ser predatório para a carreira de muitas atrizes. Mas algumas parecem imunes pelos percalços do envelhecimento. Como a parisience Catherine Deneuve.
Nascida em 22 de outubro de 1943, a terceira dos três filhos de um casal de artistas mantém até hoje uma beleza glacial e forte que parece inatingível pelo passar dos anos. Ela ganhou o imaginário coletivo (o masculino e até o feminino, em parte) em 1954, no longa "Os Guarda-Chuvas do Amor", 1950), de Jacques Demy. Era um delicioso musical e a atriz apenas dublava as canções e, por isso, sua performance gestual foi fundamental. Foi ali que o público descobriu aquela bela jovem de olhar gélido e distante, característica que acabou atrelando à sua imagem como um capacho.

Naquela época, muitos apostavam que aquela figura adorada pelas câmeras talvez durasse mais uns dez anos, com alguma sorte e muito esforço. Mas aquele não era seu destino. Um ano mais tarde, a atriz pôs à prova seu talento em "Repulsa ao Sexo"(1965), de Roman Polanski, como a problemática Carol. Chocar a platéia virou quase um hobby e a atriz volta a causar como a burquesa bem casada que à tarde fazia programa em "A Bela da Tarde"(1967), de Luís Buñuel. Sua presença passou a ser disputada pelos melhores diretores. Com François Truffaut ganhou o primeiro Cesar(o Oscar francês) de Melhor Atriz, em "O Último Metrô" de 1980. A estatueta do Oscar, de fato, nunca levou. A única indicação foi em 1993, por "Indochina", de Régis Wargnier.

O estímulo para a carreira artística Deneuve obteve de sua irmã Françoise Dorleac (de "O Homem do Rio"), falecida em junho de 1967, aos 25 anos, vítima de um incêndio provocado por um acidente de carro. Mas, o impulso definitivo para o estrelato surgiu ao conhecer Roger Vadim, em 1961. Ele, que tinha sido o responsável pela ascensão do mito Brigitte Bardot, encantou-se com Catherine e a dirigiu em "O Vício e a Verdade", em 1963. Vadim foi um de seus vários amores, assim como o fotógrafo David Bailey e Marcello Mastroianni, pai de sua filha, a também atriz Chiara Mastroianni.

A maturidade a deixou mais bonita. Em 1990, foi escolhida pela revista Look como dona do rosto mais belo do mundo. Uma estrela de eterno fascínio que nunca se deixou levar pelas pressões do sucesso. Personalidade ímpar.
(Resumo do capítulo 35 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")