CDR debate soluções tecnológicas para convivência com a seca

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O senador comanda reunião da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo
O senador comanda reunião da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo

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Publicada em 21/11/2013 às 03:32:00

Encontrar as soluções tecnológicas mais adequadas à convivência da Região do Semiárido nordestino com os períodos de estiagem prolongada, bem como de pós-seca, é uma das preocupações da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), que promoveu, nesta quarta-feira (20), audiência pública para discutir o tema. A reunião é fruto de requerimento do presidente da Comissão, senador Antonio Carlos Valadares (PSB), e da senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Na oportunidade, especialistas e representantes de organismos governamentais cobraram uma política de Estado que privilegie medidas de natureza não emergencial, mas estruturantes.

A região do semiárido nordestino, que abriga 22 milhões de brasileiros espalhados por 1.133 municípios, tem sofrido com a seca, considerada a pior dos últimos 50 anos, que prejudica lavouras e atrapalha a produtividade na região. Para garantir a produção agrícola sustentável no período muito projetos vêm sendo empregados. Representantes da Embrapa Semiárido e do Instituto Nacional do Semiárido (INSA) apresentaram casos, como a utilização da água da chuva para irrigação e o incentivo a métodos produtivos por enxerto.

O superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene),  Luiz Gonzaga Paes Landim,  observou que bons projetos, estudos e iniciativas se acumulam e o problema, na verdade, é a falta de vontade política. "As soluções técnicas já foram apontadas, mas estamos na mesmice, quando as soluções já foram apontadas há muito tempo. Diagnósticos, estudos, pesquisas e caminhos nós temos à vontade, falta vontade de percorrê-los", disse.

Para o presidente da CDR, senador Valadares, a extinção da Sudene em 2001 foi um grande erro do governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2007, o governo resolveu recriar a Sudene. "A Sudene e os demais órgãos que compõem a estrutura de apoio ao desenvolvimento do Nordeste devem ser fortalecidos", defendeu.

Na opinião do presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz Bastos de Matos, o maior inimigo não é a seca e sim a burocracia do país. "Não faltam recursos financeiros e matérias nem tecnologias. O que falta é uma nova forma de fazer", ressaltou.