Maria abre evento em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra

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\"Precisamos, cada vez mais, estarmos atentos à questão da violência que vitima todas as mulheres e, de maneira mais acentuada, as negras e pobres\", afirmou Maria.
\"Precisamos, cada vez mais, estarmos atentos à questão da violência que vitima todas as mulheres e, de maneira mais acentuada, as negras e pobres\", afirmou Maria.

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Publicada em 22/11/2013 às 14:47:00

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) abriu nesta quinta-feira (21), evento alusivo ao Dia Nacional de Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro e em comemoração à campanha anual dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres. "Precisamos, cada vez mais, estarmos atentos à questão da violência que vitima todas as mulheres e, de maneira mais acentuada, as negras e pobres", afirmou Maria.

Realizado pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado e a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, o fato contou com palestras de Mônica Oliveira Gomes, da Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, e Bruna Cristina Pereira, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade de Brasília (UnB), que abordaram a questão da violência praticada contra a mulher negra.

Ao abrir o debate, a parlamentar sergipana apontou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), segundo os quais, entre 2001 e 2011 mais de 60% das mulheres assassinadas no país eram negras. Maria destacou, ainda, que o Mapa da Violência no Brasil, produzido em 2010 pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), revela que as mulheres negras são as maiores vítimas de homicídio doméstico. "Quarenta e oito por cento a mais que as mulheres brancas", enfatizou a democrata.

Maria ressaltou que, além da violência física, há violência racial, inclusive racismo institucional, que é o racismo praticado pelos próprios órgãos de apoio à mulher, como delegacias e hospitais do país. "Essa é outra questão grave, pois os órgãos federados que deveriam  garantir esse apoio, muitas vezes não tem estrutura e nem pessoal devidamente treinado para atender as demandas", afirmou a senadora por Sergipe.

Segundo o Mapa da Violência, Sergipe é o 11º Estado com maior proporção de assassinatos da população negra do país (39,8) e o nono estado com maior taxa de vitimização da população negra (em comparação com a população branca) (293,9). Isso quer dizer que em Sergipe, a cada branco assassinado, são mortos três negros. Em Aracaju, a proporção é de quatro negros para um branco.