Ana Lúcia promove reflexões sobre a violência contra a mulher

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Publicada em 28/11/2013 às 16:45:00

A deputada estadual Ana Lúcia (PT) foi ao grande expediente expor o grave cenário em relação à violência contra a mulher, convidou os presentes para a audiência pública "Mulher viver sem violência", e lembrou dos 16 dias de ativismo. Ressaltou que o machismo é uma questão cultural e que precisa ser desconstruída.

Na ocasião a professora informou sobre os dados em relação ao feminicídio, que é o homicídio por questão de gênero, no período de 2001 a 2011 ocorreram mais de 50 mil feminicídios, equivale a 5.000 mortes por ano. A maioria dos assassinos são os parceiros íntimos, cerca de 40% de todos os homicídios cometidos contra a mulher foram cometidos por um parceiro intimo.

"Que esse fenômeno que está acontecendo no mundo seja superado, queremos aproveitar esse espaço para estar esclarecendo a todos os colegas a gravidade deste problema, principalmente aqui que temos uma maioria de homens parlamentares", declarou.
Em relação ao assédio moral, que é uma das faces da violência de gênero ela acrescentou "essa violência silenciosa que é psicológica e acontece nas repartições, dentro das casas e espaços de trabalho".

O tráfico de mulheres também tem sido uma preocupação aos movimentos e órgãos que lutam pelo enfrentamento e combate a violência contra a mulher. "Nós temos uma situação muito grave em relação ao tráfico de mulheres, e essa transformação não se dá no campo da repressão, é preciso rever a indústria cultural que permeia as relações humanas, as propagandas, os filmes, as novelas, as músicas que objetificam a mulher, agridem a nossa imagem, o nosso emocional e por fim o nosso corpo", refletiu Ana.

A deputada munida de dados do IPEA informou os índices que desenham o perfil das maiores vítimas de homicídio. "O maior índice está entre as mulheres negras, pobres e de baixa escolaridade, equivalente a 61% de mulheres assassinadas no Brasil são negras, e 87% no nordeste", anunciou.