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Publicada em 04/07/2012 às 14:37:00

As autoridades competentes prometem dar seus pulos, mas a verdade pura e simples é que a tragédia ocorrida na maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju, equiparou a assistência médica oferecida às gestantes da capital sergipana ao serviço prestado nos cafundós do mundo, anos atrás.
Aqui em nosso quintal, a principal medida anunciada pela Secretaria de Estado da Saúde com o objetivo de reverter esse quadro funesto diz respeito à estrutura física de nossas maternidades. O secretário Sílvio Santos prometeu ampliar o número de leitos disponíveis na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). De acordo com o secretário, m um prazo máximo de 45 dias a maternidade Santa Isabel, em Aracaju, e o hospital José Franco, em Nossa Senhora do Socorro, passam a ter uma estrutura suficiente para realizar aproximadamente 400 partos, desafogando a maternidade Nossa Senhora de Lourdes.
No já mencionado programa do Ministério da Saúde, por outro lado, a situação foi combatida capacitando apoiadores para habilitá-los a encaminhar as gestantes para o atendimento adequado. A ideia era vincular as futuras mães a equipes de referência da atenção básica, garantindo o local para o parto de acordo com linhas de cuidado integral do pré-natal até o pós-parto. Outra inovação proposta pelo programa consistia em
implementar o acolhimento com classificação de risco nas maternidades. Como se vê, medidas simples, pensadas para atacar o problema de imediato.
Não deixa de ser um consolo perceber que as autoridades reconhecem as deficiências do sistema e arregaçaram as mangas para saná-las. No entanto, independente do que seja feito daqui pra frente, é preciso tomar cuidado para não reduzir o problema da assistência oferecida às gestantes às questões materiais. Em muitos casos, um pouco de atenção faz toda a diferença do mundo.