Audrey Hepburn

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BELA, DISCRETA E CHARMOSA - ESTA É AUDREY, EM ESTADO PURO
BELA, DISCRETA E CHARMOSA - ESTA É AUDREY, EM ESTADO PURO

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Publicada em 31/12/2013 às 00:48:00

Audrey Hepburn sintetiza o charme e a elegância dos anos 1950/60. Seu aspecto ingênuo e jovem lhe conferiram um sex-appel muito particular. Filha da baronesa Ella Van Heemstra, Audrey Hepburn-Ruston nasceu em Bruxelas, em 4 de maio de 1929. Foi educada em Londres, estudou balé e foi modelo. Fez várias pontas em filmes britânicos em 1951 até ser escolhida a dedo para ser a Gigi da Broadway. Estreou em Hollywood recebendo o Oscar de Melhor atriz por "Sabrina" (1954).

Casou-se com o ator Mel Ferrer em 1954, teve um filho e se divorciou em 1968, casando-se no ano seguinte com o psiquiatra Andrea Dotti, com quem também teve um filho.
Depois de "Sabrina", Audrey engatilhou sucessos como "Quando Paris Alucina" (1954), "Cinderela em Paris" (1957), "Guerra em Paz" (1956) e "My Fair Lady (1964). Em cada um desses filmes citados em ordem não cronológica propositadamente, a gente descobre por que a atriz está entre as maiores musas do cinema de todos os tempos.

Em qualquer papel que fizesse, os elementos mágicos das personagens de Audrey estão todos ali, combinados com perfeição. A moça destemida que, no final se debulha em lágrimas para render-se ao que tentou esconder durante o filme inteiro. É assim com Holly Golightly, a bonequinha de luxo concebida por Truman Capote. A moça que se dizia muito certa de seus princípios (arrumar alguém que a sustentasse pelo resto da vida, mesmo que fosse um canalha qualquer) e que, em uma das cenas mais lindas do cinema, recupera seu gato num beco de Nova York para, na seguência se render ao charme do escritor sem grana - único capaz de traduzir os verdadeiros sentimentos da protagonista.

Praticamente todas as mulheres incorporadas por Audrey nas telas tinham traços em comum que funcionam até hoje, como iscas para homens e mulheres. Ela sempre foi a mulher doce, de voz fininha, um tanto trêmula, quase irritante, mesclando a fragilidade com uma dose de rebeldia. Reveja a princesa que escapa do cativeiro da nobreza para se jogar na noite romana, por exemplo.
As personagens de Audrey Hepburn despertam a vontade de abraçar, de colocar no colo, de fazer cafuné até que durmam como anjos. Em seus filmes ela simboliza o que hoje poderia ser rotulado como a mulher que muitas outras gostariam de ser. Não por acaso foi musa das mulheres de sua época, de fotógrafos e de estilistas consagrados, dentro e fora das telas.

Em "Cinderela em Paris", Audrey aparece em cliques inacreditáveis, supervisionados por ninguém menso que Rchard Avedon, devidamente creditado na abertura do longa. Foi a musa máxima de Givenchy, ele que nos fez o favor de embalar o corpinho de Audrey com modelos de sonho, como o vestido de baile de Sabrina e o black dress na primeira cena de "Bonequinha de Luxo" - arrematado em um leilão realizado em 2006, por um milhão de duzentos mil dólares.
As personagens já são motivos suficientes bons para prestar atenção aos filmes protagonizados por Audrey Hepburn. Mas ela ainda deu sorte de cair nas mãos de diretores como Black Edwards e Billy Wilder, o que não é pouca coisa.   
 
(Resumo do capítulo 41 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")