Comerciários aguardam negociação

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Publicada em 04/07/2012 às 15:16:00

Após algumas rodadas de negociação, com mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, os comerciários sergipanos aguardam o desdobramento das discussões para o fechamento da Convenção Coletiva. A categoria espera que o acordo seja fechado neste mês de julho com data retroativa a 1º de maio, que é a data base dos empregados no comércio.
Mas o que se observa, segundo representantes dos comerciários, é a falta de entendimento entre os sindicatos patronais.  Essa discordância entre as lideranças do setor patronal estaria dificultando as negociações para o fechamento do acordo. Ainda assim, a categoria acredita em reabertura das discussões e espera sensibilidade principalmente daqueles que estariam tornando difícil o acordo e travando o processo de negociação.
A Federação dos Empregados no Comércio (Fecomse), entende que essa resistência de algumas lideranças patronais em fechar o acordo coletivo não somente prejudica os empregados no comércio como acumula despesas futuras especialmente para os pequenos empresários do setor, uma vez que as diferenças salariais serão pagas retroativas a maio.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), não vê motivo para essa negativa do setor patronal, pois estudos mostram que a proposta dos comerciários está abaixo do que os empresários do comércio de Sergipe podem oferecer. Segundo o presidente da Federação dos Comerciários, Ronildo Almeida, o setor precisa que alguns dos seus dirigentes mudem essa mentalidade retrocada, e passem a ver o empregado como fundamental no desenvolvimento e lucratividade da empresa.  
Ronildo revela que os comerciários continuam com baixos salários e diversas outras dificuldades.  "É preciso resgatar o valor do trabalhador, dar a ele aquilo de direito, um salário decente, conquistas no âmbito social e condições de trabalho digno", afirma o presidente da Fecomse. Ele revela que é preciso seguir os bons exemplos de negociação que ocorreram em 2011, quando a Federação dos Empregados fechou acordo com o setor patronal de Tobias Barreto assegurando uma Convenção Coletiva, em vigor no município desde 1º de janeiro desse ano, com piso unificado de R$ 676, hora extra com acréscimo de 100%, entre outras conquistas.