Coletivo Azedume produz curta que discute a culpa

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Publicada em 04/07/2012 às 16:04:00

Contemplado pelo Edital Orlando Vieira de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Digitais de Curta Metragem da Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe - Secult, o Coletivo Azedume está produzindo o curta metragem "Tudo vai ficar bem", projeto idealizado por Cláudio Pereira. As gravações se estenderam por cinco dias e foram concluídas no dia 2 de julho. Com direção de Cleiton Lobo, o projeto conta a história de Pedro, um jovem que fica deprimido após a morte do seu companheiro Guilherme.
Para superar a dor, Pedro volta para a casa do pai, um homem emblemático que se mostra disposto a ajudá-lo.
O elenco conta com os atores Leandro Handel, Carlos Augusto de Lima e Flávio Porto.
Como primeira realização do Azedume, a equipe - formada em sua maioria por estudantes universitários - busca construir uma narrativa delicada ao redor de um assunto controverso como a homoafetividade.
 "Ser o nosso primeiro filme implica em inexperiência, falta de entendimento das responsabilidades, mas também é emocionante fazer parte de algo que, para a maioria, é como um sonho. Estamos fazendo do modo mais profissional possível, tentando não misturar o que é amizade e o que é trabalho. Cada um tem sua função e os resultados esperados serão cobrados", afirma Cleiton.

O Coletivo - O Azedume surgiu em setembro de 2011, fruto do anseio de quatro estudantes de Audiovisual da Universidade Federal de Sergipe de se criar um movimento próprio para fomentar e desenvolver a cena audiovisual no Estado, instigando outros jovens a produzir com o que se tem nas mãos e contribuindo para a formação de público. É formado por Cláudio Pereira, Cleiton Lobo, Marcus Mota e Rafael Lins.
"O Coletivo Azedume surgiu da necessidade de se criar uma organização capaz de aglutinar a vontade de produzir, mas que não se restringisse somente a isso e dinamizasse outras áreas da atividade cinematográfica. Também é um reflexo desse período de ebulição do cinema em Sergipe e busca principalmente instigar as pessoas a saírem de suas zonas de conforto", comenta Marcus. As ações do Azedume incluem também o Festival Sergipano de Micrometragens - tr3s.minutos, e o projeto "De olho no interior", um ciclo de oficinas gratuitas de experimentação audiovisual realizado em diversas cidades do interior de Sergipe.