Sergipe adere a protesto de médicos contra MP 568

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Publicada em 13/06/2012 às 11:02:00

Sergipe aderiu aos protestos nacionais contra a Medida Provisória 568, que modifica a jornada de trabalho de médicos federais que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A Medida Provisória 568, nos artigos 42 a 47, alteram o cálculo das gratificações e dos valores de insalubridade e periculosidade, reduzindo em até 50% os salários dos médicos.
Como protesto, os profissionais  entraram ontem, dia 12, em greve por 24 horas em todos os estados do Brasil. Em Sergipe, o Sindicato dos Médicos (Sindimed), Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs) e Sindicato dos Servidores da Saúde, Trabalho e Previdência do Estado de Sergipe (Sindiprev) realizaram um ato público no Hospital Universitário (HU) a fim de reivindicar junto ao Governo Federal melhorias e regulamentação da escala de trabalho de cada servidor da área de saúde.  
Médicos e demais servidores da área de saúde expuseram contracheques, a fim de comprovar que nos vencimentos do mês de maio já foi aplicada a nova metodologia para pagamento da gratificação correspondente à insalubridade.
A enfermeira Evandra Valéria afirmou que perdeu cerca de R$ 200 de sua remuneração, correspondente à gratificação de insalubridade, que foi substituído por uma remuneração fixa de R$ 180.
Quem precisou de atendimento foi orientado a procurar serviços em outros hospitais e unidades de saúde existentes em Aracaju. "Aqui a porta de acesso é o Sistema de Regulação (Sisregh), que é feito por meio dos postos de saúde. Eles distribuem as vagas de forma igualitária lançadas no sistema, mas a orientação é não fazer marcações devido à greve", explicou a enfermeira Evandra Valéria.