Cresce violência contra a mulher

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Publicada em 05/07/2012 às 16:02:00

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Segundo a Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), a violência contra a mulher não para de crescer e, na maioria dos casos, são os próprios companheiros das vítimas que cometem a agressão.
Apenas nos seis primeiros meses desse ano, foram registrados 1.518 Boletins de Ocorrência e 610 inquéritos foram instaurados. O quantitativo significa uma média superior de oito casos por dia.

Em 2010 foram 2.917 Boletins de Ocorrência e 564 inquéritos instaurados. Já em 2011 o montante chegou a 2.955 BO e 949 inquéritos. Os dados são da Delegacia da Mulher, que demonstra por meio dos números que as denuncias estão aumentando.

De acordo com a delegada Érika Farias, o número poderia ser maior porque não entram na estatística mulheres vítimas de violência doméstica que sejam menores de idade, que já tem companheiros. Nesses casos, o procedimento é registrado na Delegacia de Proteção à Criança.

Também não fazem parte do número mulheres idosas, com mais de 60 anos, pois nesses casos, o procedimento é instaurado na Delegacia de Grupos Vulneráveis. "Mesmo com esse aumento percebemos que o número não corresponde à realidade, pois ainda temos as mulheres que infelizmente preferem o silêncio", enfatizou a delegada.

Alerta - A delegada aproveita para fazer um alerta. "Ao primeiro sinal de agressividade e grosseira, termine o relacionamento, antes de se envolver mais profundamente com a pessoa", disse. Nos casos que já existem injurias e ameaças, a configuração é de crime. "Em casos de crime procure a delegacia e denuncie", indicou ela.

A superintendente da Policia Civil, Katarina Feitoza, informa que o número de delegacias de grupos vulneráveis cresceu em Sergipe. "Nós expandimos esse departamento, para o interior. Cidades como Lagarto, Estância e Nossa Senhora do Socorro hoje possuem um DAGV".

Segundo a delegada Érica Farias, a Lei Maria da Penha veio para ajudar a punir os agressores e a garantir proteção à mulher. A quantidade de denúncias só faz aumentar com o tempo. "Em 2006, quando começamos a contar, foram 1,9 mil denúncias e 71 inquéritos. Isso nos leva a acreditar que a mulher está confiante na lei e na sua melhoria de vida", afirmou.