Uma cidade fadada a dar certo

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Publicada em 18/03/2014 às 10:22:00

A origem desafiadora poderia sugerir uma trajetória diferente, mas apesar de todas as adversidades Aracaju sempre foi uma cidade fadada a dar certo. Filha da determinação e perseverança dos que a idealizaram, a cidade driblou circunstâncias e geografia até se transformar na capital bonita e bem organizada que alimenta o afeto de visitantes e, sobretudo, dos sergipanos.
Um pouco de história não faz mal a ninguém. O "cajueiro dos papagaios" foi uma das primeiras cidades planejadas do Brasil. O desenho urbano de Aracaju foi elaborado por uma comissão de profissionais subordinados ao engenheiro Sebastião Basílio Pirro. Pântanos e charcos desafiavam a engenharia de então, mas a cidade vingou.
O local onde hoje se encontra o município de Aracaju era residência do temível e cruel cacique Serigy, que segundo Clodomir Silva no "Álbum de Sergipe", de 1922, dominava desde as margens do rio Sergipe até as margens do rio Vaza-Barris. Em 1590, Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, derrotando-os. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão Barros fundou a cidade de São Cristóvão (mais tarde capital da província) junto à foz do Rio Sergipe e define a Capitania de Sergipe.
Como cidade planejada, Aracaju nasceu em 1855, por necessidades econômicas. Uma Assembleia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade e transferiu para ele a capital da Província. A transferência se deu por iniciativa do presidente da Província Inácio Barbosa e do Barão do Maruim Provincial. A pequena São Cristóvão não oferecia condições indispensáveis para uma sede administrativa, e a pressão econômica do Vale da Cotinguiba - maior produtor de açúcar da província - exigia a mudança. A região precisava urgentemente de um porto que escoasse melhor seus produtos.
Dito e feito. Os desafios impostos pelos nossos dias são outros, mais complexos e urgentes dos que os já enfrentados pela cidade ao longo de sua história, como demonstram os problemas de mobilidade observados nas ruas da cidade, a qualquer hora do dia. Felizmente, a história ensina, determinação e coragem nunca faltaram aos nossos, ao longo dos últimos 159 anos.